quarta-feira, 22 de julho de 2009

Onde é que está a notícia ?


A verdadeira notícia desta semana não é a recandidatura de Pedro Ribeiro nas listas do PS à Câmara de Almeirim. Toda a gente palpita que Pedro Ribeiro é o candidato natural à sucessão de Sousa Gomes. Se não for é que será de admirar. Para mim a notícia é o estado de saúde de Francisco Leonor, o conhecido homem das antiguidades da cidade que, segundo sei, está a regressar de um período de internamento no hospital. Toda a gente da cidade a quem perguntei por ele nestes últimos tempos tinha uma história para contar do Senhor Leonor.
A verdadeira notícia em Tomar não é o facto de haver sete candidatos a presidente de câmara. Para mim a notícia é o regresso de António Paiva à luta pela reconquista do poder pelo PSD e pela vitória do homem que ele chamou para a sua equipa enquanto foi presidente. Na política estes exemplos são muito raros. Quem sai fica sempre a torcer para que os que vêm atrás fechem a porta. Ver António Paiva a defender a continuidade do seu trabalho num projecto de um seu ex-vereador é um sinal de que em Tomar nem todos estão no mesmo saco de gatos.
A notícia em Vila Franca de Xira não é o facto de Maria da Luz Rosinha apagar a luz das casas de banho dos homens quando é a última a sair do edifício da câmara ou, até, a sua confissão de que José Sócrates lhe terá dito que a intenção das quotas para as mulheres foi para proteger os homens num futuro próximo. Para mim o que é notícia é o facto de Rosinha se recandidatar a mais um mandato depois da polémica sobre a revisão do PDM que deixou marcas nas discussões com os agentes locais das várias freguesias. Quando toda a gente da política lisboeta promete segurar a população, e reactivar as tradições nos bairros mais populares, o concelho de Vila Franca de Xira, que já tem cerca de 130 mil habitantes, prepara-se para receber mais trinta mil nos próximos quatro anos. Para mim é aqui que está a notícia. E saber que toda esta gente vai sair de Lisboa ainda me deixa mais espantado.
Para mim a notícia não é o facto do presidente da Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, o socialista Joaquim Rosa do Céu, não ter entregue, como devia por questões legais e éticas, a sua declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional depois de ter tomado posse do novo cargo. Notícia para mim continua a ser ele ter dito, na altura, que desconhecia o negócio da transacção de terrenos na zona industrial de Alpiarça em que o pai embolsou uma boa maquia. A gente acredita porque não nos resta outra alternativa mas que é difícil engolir lá isso é. Então o presidente da câmara tem o seu próprio pai a negociar terrenos com o município e não sabe ? Ora aqui está uma boa notícia que continua a merecer actualização.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Joaquim Rosa do Céu: o Príncipe Perfeito


Lenine passou os últimos dias da sua vida a caçar rouxinóis à pedrada. As imagens estão num filme de um jovem realizador russo que mostra um Lenine de traços rígido e apopléctico. Levaram-no para um sítio na Crimeia, na Primavera, para a beira de um lago, ao sol, esperando que aí se sentisse bem. Mas os rouxinóis roubavam-lhe o sono todas as manhãs. Então certa manhã precipitou-se para o jardim e começou a perseguir os rouxinóis. Agarrou em pedras que lhes atirava. De súbito sentiu que não era capaz de levantar as pedras: paralisara. Era a vingança elegante -leve como um sopro, mas implacável- dos rouxinóis sobre o grande revolucionário, que não podia suportar o seu canto.
O relato vem no novo livro do escritor Imrer Kertész (prémio Nobel 2002) e serve às mil maravilhas para retratar o estado de espírito do ex-presidente da Câmara de Alpiarça, Joaquim Rosa do Céu. No dia em que O MIRANTE publicou um texto sobre eventuais favorecimentos do ex-presidente da câmara ao seu pai, agente imobiliário com negócios no concelho onde o filho era o “manda-chuva”, O MIRANTE passou a inimigo público do autarca alpiarcense. O caso acabou em nada, como aliás acabam todos estes casos depois de muitos anos em tribunal. Mas O MIRANTE, no seguimento do que fizeram outros órgãos de comunicação social, não escondeu a notícia. Pelo contrário: demos a visibilidade que o caso merecia não deixando de fazer também, como é nossa prática, o contraditório. Mas as pedradas de Rosa do Céu contra O MIRANTE nunca mais pararam. Impotente para fugir aos jornalistas da casa que acompanham a vida política local e regional, Rosa do Céu porta-se como um Lenine da política quando as notícias não lhe agradam e perde a cabeça quando vê uma máquina fotográfica nas mãos de um jornalista de O MIRANTE.
Procurando responder a uma crónica publicada recentemente neste espaço, e a um texto publicado na secção Cavaleiro Andante, onde lhe chamamos o Príncipe Perfeito, Rosa do Céu publicou como publicidade paga no jornal O Ribatejo o mesmo texto ofensivo que recentemente também conseguiu publicar neste jornal com a ajuda de uma entidade reguladora ao serviço do PS de que Rosa do Céu faz parte.
Às críticas que lhe fiz, e faço, por ser um político medroso, calculista, paranóico, com a mania da perseguição, incapaz de ser solidário, movimentando-se no meio partidário como um gestor de luxo, um Príncipe Perfeito, Rosa do Céu respondeu com insinuações dirigidas à minha pessoa que se não fossem o espelho da sua personalidade seria caso para dizer que o homem está louco.
Depois da publicação do texto recebi uma dezena de telefonemas solidários de dirigentes do Partido Socialista da região, alguns deles de pessoas que se sentam nas mesmas tribunas políticas de Rosa do Céu. Não faço uso desses nomes por razões que os leitores compreenderão. Mas deixo o registo nem que seja para dar conta que ainda há gente séria e lúcida no PS, que sabe diferenciar as notícias e as opiniões das calúnias. 

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O MIRANTE não é um jornal do PS *


Na passada semana, no dia do fecho do jornal, depois de uma jornada que só acabou às quinze horas, almocei a correr e fui a correr ainda mais depressa para a gráfica onde imprimimos O MIRANTE. O jornal cresce, a equipa cresce, tudo vai crescendo devagarinho. Só quando surgem as contrariedades é que nos lembramos que quanto mais subimos maior é a queda.
Com as três edições a caminho da gráfica pelas estradas virtuais fomos em equipa pela A1 a 139 à hora tentar perceber mais uma vez as razões para a má impressão do jornal, as fotos sem qualidade, as cores alteradas, os planos sobrepostos que desvirtuam as imagens, as contrariedades no mailing que atrasam a chegada do jornal aos assinantes, enfim, mil e um problemas que se escondem numa organização que deveria ser perfeita tendo em conta o preço que pagamos.
Eram seis e meia quando saí a correr da gráfica e dei um salto à praia de Oeiras. Como estava ali perto resolvi acabar o meu dia esticado ao sol. Até às nove horas pareceu-me que passou uma eternidade e a sensação foi de que sentia-me compensado depois de um dia duro de trabalho.
Foi o sentimento do dever cumprido que me fez voltar atrás no tempo e recordar mais uma vez a imagem que guardo do antigo director do jornal da minha terra, que eu conheci quando ainda era muito jovem, e com quem colaborei dirigindo uma secção do jogo de damas.
Na altura em que o jornal era impresso em Rio Maior, cruzei-me várias vezes com o senhor António Bento na estrada entre a Chamusca e Santarém quando ele, na sua vespa, que não devia dar mais do que 50 à hora, cumpria sozinho uma função que, hoje, eu e os meus companheiros de trabalho também cumprimos religiosamente: escrevemos, fotografamos, editamos, paginamos, filmamos, vamos discutir para a gráfica os problemas das novas tecnologias japonesas, enfim, fazemos tudo e mais um par de botas. A grande diferença é que temos menos tempo para viver a nossa vida e mostrar bom trabalho.
Deitado na areia da praia de Oeiras, depois de um dia filho da mãe, ainda tive tempo para fazer três telefonemas para provocar notícias e, um deles, quem sabe, para nos abrir novos horizontes para continuarmos a crescer mesmo sabendo que quanto maior for a subida maior será a queda.



433 foi o número de anúncios pagos que publicamos na última edição de O MIRANTE o que corresponde, mais coisa menos coisa, a 50 páginas de publicidade numa edição que se publicou com 96 páginas. Não conheço outro jornal que se publique no mercado português que mostre trabalho como nós mostramos. E é certo que não vamos ficar ricos. Mas é assim que, desde sempre, nos defendemos dos sacanas que vivem dos honorários do contrabando político com os bolsos cheios a rasgarem-lhes as entranhas, os rins e o baço.


* Na próxima semana, fica prometido, acabo com esta história que me tem estragado os títulos da minha crónica.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O MIRANTE não é um jornal do PS *


     Gostava de escrever um livro com todas as minhas histórias de riso. Sei que não tenho génio para isso nem vagar para me entregar a um ofício que é muito mais de escravo que de sultão.
     Há uns anos frequentava o mesmo ginásio que um conhecido ministro do Governo de Durão Barroso com quem tinha umas “contas a ajustar” por causa da distribuição de subsídios aos jornais. No dia certo, à hora certa, encontramo-nos nos balneários, partilhando cacifos lado a lado. Cumprimentei o sr. ministro com um olhar sorridente e olhei em frente enquanto pendurava a minha roupa. A resposta, como não podia deixar de ser, foi um cumprimento educado. Viva sr. ministro, ainda bem que o encontro. Deve ter muito para me contar sobre os apoios que o Governo este ano atribuiu a um conjunto de jornais todos do mesmo grupo que ainda por cima tem como negócio principal a construção civil. Foi mais de meia hora de conversa com os calções na mão e a toalha ao ombro. A conversa foi muito civilizada, apesar de aguerrida, mas fiquei sempre com a sensação que o ministro mudou de ginásio para não voltar a cruzar-se comigo na hora do descanso.
     Foi no mesmo clube que um dia ouvi o Herman José em amena cavaqueira com dois amigos a propósito do processo Casa Pia. Como a conversa era picante fiz trinta por uma linha para fazer render o tempo que me tinha levado ao balneário para olhar o telemóvel e ver se tinha algum recado urgente. Devo ter demorado um quarto de hora a consultar o dito cujo. Foi tão demorada a consulta e a teatralização do acto que deu para ouvir um dos protagonistas dizer que o melhor era falar mais baixo que a conversa estava interessante mas havia um tipo a ouvir com cara de jornalista. Eu sorri e não fingi que era surdo. Saí do local com um até já e com uma nova toalha na mão. Fiquei com matéria para uma primeira página. Não pelas revelações mas pela opinião que o tio Herman tinha sobre a Justiça e os episódios curiosos das investigações e das ditas fugas de informação.
     No passado sábado, enquanto batia os braços e as pernas dentro da piscina como os tipos que sabem nadar (de verdade eu aprendi a nadar na água funda do rio Tejo, e para mim nadar é sempre fugir da água funda), reparei que a um canto, junto aos degraus, o Cristiano Ronaldo fazia alongamentos. Eu nadava de costas como sempre e ele de dez em dez segundos, depois de endireitar aquele corpo que parece o tronco de uma árvore, dirigia o olhar na minha direcção e sorria. Queres ver que ele pensa que eu sou a Margarida Rebelo Pinto (que também é nossa colega no Clube) ?
     Ah! falta contar que a certa altura adormeci na espreguiçadeira e fui acordado por um ronco muito estranho que me pareceu de um jogador de futebol. Quando olhei para o lado, a pensar que o Cristiano ainda lá estava de telemóvel na mão e com a toalha enfiada na cabeça como um muçulmano, o que vi foi uma inglesa de 20 anos a olhar para mim com cara de espanto. Bolas!! Bem diz o meu filho Bernardo que eu ressono alto sempre nas piores alturas.


     * Depois explico este título que não tem nada a ver com a crónica.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Quem não salta é lampião


     Tenho um amigo de longa data que é das pessoas que conheço uma das mais educadas do mundo. Pratica tudo o que são bons costumes e ainda se lembra dos dias de anos dos amigos; beija a mão das mulheres; pergunta sempre pela família; escreve cartas à mão; telefona a ser solidário por tudo e por nada; enfim, diria que não há no mundo melhor alma do que a dele.
     Uma vez fui ver um jogo de futebol ao seu lado e percebi que o meu amigo não é de ferro. O nosso clube ganhou por cinco a zero. Mas, não sei como nem porquê, ele encontrou dezenas de razões para chamar cornudo ao árbitro, filho da p. ao desgraçado que estava à nossa frente e, mesmo a perder, ainda exibia orgulhoso o cachecol do seu clube; corrupto ao árbitro auxiliar que por azar assinalou mal um fora de jogo, um único fora de jogo e o resultado já estava em três a zero; e mafioso ao treinador da equipa visitante. E mesmo num encontro com a pior equipa do campeonato ainda se levantou meia dúzia de vezes para pular como um adolescente e gritar em coro com uns milhares de fanáticos que “quem não salta é lampião”.
     Enfim, o que eu queria dizer parece que ficou claro (ou não ?); por dentro de um homem de bons costumes, como é o meu amigo, não é difícil encontrar um ser humano que num mundo à parte seria capaz de editar um dicionário de asneiras e, quem sabe, dependendo das circunâncias, deitar abaixo uns quantos sobrolhos se a força e a dureza dos seus punhos o permitissem.


     Fico a dever à NERSANT, que todos os anos organiza uma prova de aventura, a oportunidade de testar as minhas capacidades físicas mas também, e acima de tudo, o meu espírito de tolerância. Tudo o que são grandes contrariedades na nossa vidinha, nomeadamente problemas no trabalho e com os filhos, cornadas dos amigos e dificuldades em dormir, podem ser simples contrariedades comparadas com as dificuldades das provas das edições do Challenger da NERSANT. Este ano a coisa foi mais pacífica mas, mesmo assim, pessoalmente, tive uma das melhores oportunidades de perceber como a vida é dura e nem Deus Nosso Senhor nos pode livrar de irmos para a cama a um sábado ás 10 da noite com o esqueleto feito num oito depois de uma prova de BTT em que me aconteceu de tudo. O mais espectacular foi a descoberta da beleza de um percurso de charneca de 10 km entre Barquinha e Constância. O mais divertido foi ter utilizado o telemóvel para tirar algumas notas pelo caminho e, assim que cheguei à margem do rio Zêzere, ter deitado tudo a perder com um mergulho no rio. O telemóvel não se salvou, e os apontamentos, pelo que me lembro, eram só embalos do momento. Quanto ao mergulho ainda sinto no corpo a diferença entre os oito e os oitenta.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Um exército ao serviço dos cidadãos


“Para fazer um soldado é preciso desfazer um civil”.

“O plural de marechal é marechais. O plural de general é degenerados” Boris Vian


Não gosto de fardas nem de bandeiras. Não gosto nem me comovem os sentimentos nacionalistas e bairristas que costumam mobilizar multidões.
A haver um exército em Portugal deveria servir para proteger o meio ambiente; para evitar o tráfico de droga; para proteger os cidadãos indefesos que são roubados e espoliados diariamente por grupos de assaltantes organizados.
Nos tempos da bomba atómica e das armas químicas é um disparate manter um exército de homens fechados em quartéis alimentando uma estrutura militar que custa ao País muitos serviços nacionais de saúde e de educação.
A organização de paradas militares com pompa e circunstância faz-me sempre lembrar os mortos na guerra. Não há nada que justifique uma guerra; nada deveria justificar a mobilização de homens e de mulheres para vestirem a farda de soldados em tempos de paz.
Não gosto de fardas nem compreendo a existência de um exército organizado se não for para nos defender do crime organizado; dos bandidos que se dedicam ao tráfico de mulheres e de crianças e a todos os tipos de assaltos que tornaram a nossa vida num inferno.
A parada militar do 10 de Junho em Santarém não foi um sinal de vitalidade da nossa democracia nem dos nossos valores patrióticos. Foi mais uma amostra do que nos acostumamos a ver noutros tempos, quando os portugueses morriam em África combatendo numa guerra que ainda hoje nos magoa e divide.
Como a guerra já não é o que era dantes, depois de Hiroxima e Nagasaki, e depois de África, um corpo de tropas em Portugal deveria ser um contingente de homens ao serviço da Cruz Vermelha, da Unicef, da Amnistia Internacional e, acima de tudo, ao serviço dos cidadãos portugueses na sua luta diária contra a insegurança nas ruas e nos estabelecimentos comerciais, a degradação do meio ambiente, os atentados à floresta e às áreas protegidas, na luta contra a máfia do crime económico e de sangue cada vez mais organizado.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Os fazendeiros do Cnema


     A pretexto das comemorações do 10 de Junho em Santarém, o Presidente da República escreveu um texto dirigido à equipa de O MIRANTE para elogiar o nosso trabalho ao serviço da região. Estamos obrigados a fazer mais e melhor para merecermos o elogio da mais alta figura do Estado português que nos honrou com o seu interesse e a sua leitura (ver texto na página 15 desta edição).
     Para não perdermos tempo recusamos, no dia em que recebemos a mensagem do Presidente da República, um convite da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), para uma tentativa de conciliação com a administração do Cnema. Os homens da CAP colocaram a nossa empresa no índex e têm vindo nos últimos tempos a complicarem a vida aos jornalistas desta casa. A ERC, criada por este Governo para evitar os abusos dos jornalistas, em vez de pôr os fazendeiros do cnema em sentido, e mandar cumprir a Constituição Portuguesa e os valores do 25 de Abril, telefonou numa tentativa de nos pôr a “pastar caracóis”.
     A CAP é dona e senhora do Cnema. Pode até comprar a cidade de Santarém com monumentos e tudo; e embrulhar no negócio os pacóvios dos políticos locais que lhes deram tanto poder e hectares de boa e honrada terra. O negócio de O MIRANTE é jornalismo de serviço público. Se nos expulsarem da cidade vamos para os escombros da Ribeira de Santarém. Lá temos a certeza que o povo nos dará guarida. E não é plausível que aqueles terrenos interessem aos especuladores, aos vendilhões do templo, sequer aos fazendeiros da CAP para as suas grandes negociatas.


     Há uns anos atrás, timidamente, começamos a reservar uma página da nossa edição para as cartas dos leitores. Nos dias de hoje, com a grande ajuda da internet, podemos seleccionar entre as cartas e comentários recebidos aqueles que merecem a publicação. No futuro teremos que repensar a estratégia e dar ainda mais espaço à palavra dos leitores.
     É a contar com o futuro que criamos o Clube dos Leitores de O MIRANTE.
     Fica aqui esta nota numa altura em que já nos mobilizamos para mais uma iniciativa que faz a diferença no panorama da imprensa regional e nacional. São os leitores na generalidade que nos ajudam a fazer a diferença.
     Apesar de tudo a iniciativa continua a ser arrojada principalmente devido ao facto de muitos leitores não enviarem as suas cartas e comentários devidamente identificados. O desafio está feito. O caminho faz-se caminhando.