Ontem aproveitei um ranger de dentes e no local mais improvável limpei o meu carro de todos os jornais e papéis velhos. Quando fazia o caminho entre o carro e o contentor uma pessoa amiga com quem me cruzei disse-me que tinha um familiar que se visse o que eu tinha acabado de fazer “ia ser um 31. Ele separa o lixo e os jornais jamais vão para o contentor”, acrescentou com uma voz ternurenta.
Há um século, no mesmo local, estava a conversar com o meu amigo Eduardo João Martinho e vi como ele guardou o fósforo depois de ter acendido o cigarro. Percebi a intenção e perguntei-lhe se deitar um fósforo para o chão era assim tão grave. A conversa interessava-me já que naquela altura eu tinha mais fome de conversa que de pão. O episódio é vulgar mas a verdade é que aquele pau de fósforo que já era lixo sempre teve um lugar marcado na minha memória. Agora que já contei o episódio vou esquecê-lo. Mas no seu lugar fica o sorriso bondoso da minha amiga que me apanhou a deitar jornais velhos no contentor do lixo doméstico.
Há 27 anos recebi à porta de casa a primeira edição de O MIRANTE. Uma edição mal impressa, de papel ordinário, com algumas gralhas, ainda por cima em alguns dos anúncios que pagaram essa primeira edição. Foi em família que durante muito tempo dobrávamos e preparávamos os jornais para enviar aos assinantes.
Nunca vou conseguir explicar o prazer e a alegria de fundar um jornal, escrevê-lo, editá-lo e pô-lo a circular nas caixas de correio. E não é a mim que um dia devem perguntar as razões que levaram
O MIRANTE a tornar-se um jornal de referência na imprensa regional. As pessoas que fui mobilizando para este projecto, e que ainda fazem parte dele, são mais importantes do que eu na história do jornal. De verdade eu sou, ou era, o garante de que nunca precisaríamos de vender a alma ao diabo para distribuirmos um jornal escrito e editado por jornalistas. Disso me orgulho. O resto é trabalho colectivo; muito ranger de dentes, noites mal dormidas e transpiração. JAE
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Supermercados à beira da estrada
Vila Franca de Xira é notícia nacional pelas piores razões. O assunto merece destaque mas não merece o jornalismo televisivo que se faz em Portugal. As televisões vão para a rua ouvir os cidadãos sobre o surto de Legionella e é ver qual é o canal que consegue os depoimentos mais disparatados e analfabetos. Os jornalistas não fazem o trabalho de forma inocente nem dão voz aos disparates porque lhes apetece. Nas redacções há chefias que assim o impõem; e tudo em nome das audiências que aparentemente se fazem maiores quanto menos esclarecidos e disparatados forem os testemunhos.
As televisões são assim em todo o mundo mas há mundos onde as televisões não têm o monopólio da informação como acontece em Portugal; com a conivência dos políticos.
O MIRANTE tem dado voz, em cima do acontecimento, à intervenção das autoridades que aproveitam as festas para se lançarem na caça à multa. Não gosto de fardas nem de fiscais e acho injusto que se multe por tudo e por nada principalmente quem tem porta aberta e paga impostos. Mas concordo com a actuação ponderada das autoridades para que se castiguem os que trabalham de registadora aberta e os que fogem ao fisco e fazem concorrência desleal. As barracas à beira da estrada que mais parecem supermercados são destes tempos em que uma loja que vende os mesmos produtos tem que ter casa-de-banho e chuveiro e condições que nem um hotel?
No restaurante podemos comer a carne cheia de hormonas, de animais criados com farinha adulterada, mas em casa não podemos matar o porco que criamos a couves e restos de comida? Ou podemos mas tem que ser às escondidas? Um dia destes vamos ser proibidos de criar galinhas e só podemos comer os frangos dos supermercados dos belmiros e companhia?
Tanta pergunta em tempo de Legionella? Espero que me perdoem a falta de confiança na afirmação. JAE
As televisões são assim em todo o mundo mas há mundos onde as televisões não têm o monopólio da informação como acontece em Portugal; com a conivência dos políticos.
O MIRANTE tem dado voz, em cima do acontecimento, à intervenção das autoridades que aproveitam as festas para se lançarem na caça à multa. Não gosto de fardas nem de fiscais e acho injusto que se multe por tudo e por nada principalmente quem tem porta aberta e paga impostos. Mas concordo com a actuação ponderada das autoridades para que se castiguem os que trabalham de registadora aberta e os que fogem ao fisco e fazem concorrência desleal. As barracas à beira da estrada que mais parecem supermercados são destes tempos em que uma loja que vende os mesmos produtos tem que ter casa-de-banho e chuveiro e condições que nem um hotel?
No restaurante podemos comer a carne cheia de hormonas, de animais criados com farinha adulterada, mas em casa não podemos matar o porco que criamos a couves e restos de comida? Ou podemos mas tem que ser às escondidas? Um dia destes vamos ser proibidos de criar galinhas e só podemos comer os frangos dos supermercados dos belmiros e companhia?
Tanta pergunta em tempo de Legionella? Espero que me perdoem a falta de confiança na afirmação. JAE
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Enjaulados
Na passada terça-feira fui comemorar o Dia da Imprensa no interior de um barco cruzeiro atracado em Lisboa. Éramos a meia centena de sempre. A diferença em relação há 20 anos é que agora estamos mais velhos e mais pobres; somos figuras secundárias e pouco recomendáveis. Os verdadeiros patrões da Comunicação Social já não cultivam o associativismo; fazem política, são igualmente políticos ou, nalguns casos, compram os políticos.
A actividade associativa continua mas é só para inglês ver. Na terça-feira lá estive eu outra vez a comemorar o Dia da Imprensa ao lado de algumas pessoas que trabalham em jornais como podiam trabalhar na indústria de aviários.
Tive pena de não ter ficado para o almoço. Deve ter sido agradável. Estavam lá os administradores de jornais que mais perderam leitores e dinheiro nos últimos anos. Entretanto a conversa foi a mesma de sempre. Ouvimos falar sobre o sexo dos anjos porque se falássemos dos nossos assuntos e dos problemas no sector o barco afundava-se e era uma tragédia.
O país que somos está espelhado em dois assuntos que publicamos nesta edição e que contam dois crimes: o de uma cidadã brasileira que está acusada de ter assassinado os dois filhos e o da senhora presidente da Junta de Freguesia de Pernes que foi condenada a três anos de prisão.
A nossa condição de batráquios obriga-nos a ficar em silêncio perante o estado da nossa Justiça. Enjaulados é como estamos nas mãos de alguns políticos, juízes e meia dúzia de ricaços que, sem dó nem piedade, metem-nos o dedo no buraco que temos ao fundo das costas. JAE
A actividade associativa continua mas é só para inglês ver. Na terça-feira lá estive eu outra vez a comemorar o Dia da Imprensa ao lado de algumas pessoas que trabalham em jornais como podiam trabalhar na indústria de aviários.
Tive pena de não ter ficado para o almoço. Deve ter sido agradável. Estavam lá os administradores de jornais que mais perderam leitores e dinheiro nos últimos anos. Entretanto a conversa foi a mesma de sempre. Ouvimos falar sobre o sexo dos anjos porque se falássemos dos nossos assuntos e dos problemas no sector o barco afundava-se e era uma tragédia.
O país que somos está espelhado em dois assuntos que publicamos nesta edição e que contam dois crimes: o de uma cidadã brasileira que está acusada de ter assassinado os dois filhos e o da senhora presidente da Junta de Freguesia de Pernes que foi condenada a três anos de prisão.
A nossa condição de batráquios obriga-nos a ficar em silêncio perante o estado da nossa Justiça. Enjaulados é como estamos nas mãos de alguns políticos, juízes e meia dúzia de ricaços que, sem dó nem piedade, metem-nos o dedo no buraco que temos ao fundo das costas. JAE
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Procura-se editor para Walmir Ayala
Na passada semana montei-me na minha bicicleta e fui até ao Porto beber um café com o editor José da Cruz Santos. Conheço-o das edições “Inova” e “O Oiro do Dia” que fizeram história quando eu ainda procurava os livros pelas referências das leituras dos meus autores preferidos.
Em Lisboa viajo anónimo. No Porto, onde vou mil vezes menos que a Lisboa, parece que estou em casa. O taxista que me levou à Praça Guilherme Gomes Fernandes perguntou-me, quase afirmando, se eu ia visitar a livraria com montra para o largo.
Foram os livros que na passada terça-feira me levaram na mesma bicicleta de quatro rodas a um almoço no Pombalinho. O meu companheiro veio ao meu encontro montado num cavalo. Estacionei a minha bicicleta à porta do restaurante e ele prendeu o cavalo num terreno cercado a 20 metros do restaurante “O Peso”.
Há quase um ano que procuro editor em Portugal para um autor brasileiro que escreveu um romance que comemora em 2014 cinquenta anos sobre a primeira edição. Sou leitor e admirador da Obra literária de Walmir Ayala e gostava de ajudar a dar a conhecer alguns dos seus livros em Portugal mas os editores portugueses preferem os autores americanos e ingleses que saíram das últimas fornadas dos cursos de escrita criativa.
Nos últimos dias as televisões e os jornais deram destaque às eleições no Brasil como se o país fosse o nosso melhor aliado; a gente vê, lê e não acredita; a imprensa ignora a realidade do país a meia centena de quilómetros de Lisboa mas serve-nos as eleições no Brasil à mesa como se estivéssemos todos ligados ao Brasil pelo cordão umbilical. Não estamos; e os governantes só se conhecem para visitas de cortesia e assinatura de protocolos que não passam do papel.
O exemplo mais à mão é a Casa do Brasil em Santarém. Nem o túmulo de Pedro Álvares Cabral na Igreja da Graça merece mais do que umas centenas de visitantes por ano.
Algumas das Obras literárias mais importantes em língua portuguesa são de autores brasileiros e isso é tão importante para Portugal como o que chega pelo Tejo abaixo a Lisboa e fica ali a boiar no Mar da Palha. JAE
Em Lisboa viajo anónimo. No Porto, onde vou mil vezes menos que a Lisboa, parece que estou em casa. O taxista que me levou à Praça Guilherme Gomes Fernandes perguntou-me, quase afirmando, se eu ia visitar a livraria com montra para o largo.
Foram os livros que na passada terça-feira me levaram na mesma bicicleta de quatro rodas a um almoço no Pombalinho. O meu companheiro veio ao meu encontro montado num cavalo. Estacionei a minha bicicleta à porta do restaurante e ele prendeu o cavalo num terreno cercado a 20 metros do restaurante “O Peso”.
Há quase um ano que procuro editor em Portugal para um autor brasileiro que escreveu um romance que comemora em 2014 cinquenta anos sobre a primeira edição. Sou leitor e admirador da Obra literária de Walmir Ayala e gostava de ajudar a dar a conhecer alguns dos seus livros em Portugal mas os editores portugueses preferem os autores americanos e ingleses que saíram das últimas fornadas dos cursos de escrita criativa.
Nos últimos dias as televisões e os jornais deram destaque às eleições no Brasil como se o país fosse o nosso melhor aliado; a gente vê, lê e não acredita; a imprensa ignora a realidade do país a meia centena de quilómetros de Lisboa mas serve-nos as eleições no Brasil à mesa como se estivéssemos todos ligados ao Brasil pelo cordão umbilical. Não estamos; e os governantes só se conhecem para visitas de cortesia e assinatura de protocolos que não passam do papel.
O exemplo mais à mão é a Casa do Brasil em Santarém. Nem o túmulo de Pedro Álvares Cabral na Igreja da Graça merece mais do que umas centenas de visitantes por ano.
Algumas das Obras literárias mais importantes em língua portuguesa são de autores brasileiros e isso é tão importante para Portugal como o que chega pelo Tejo abaixo a Lisboa e fica ali a boiar no Mar da Palha. JAE
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
A CIMPOR é um nome numa saca de cimento
A CIMPOR é um nome numa saca de cimento desde que os brasileiros compraram a empresa. Recentemente O MIRANTE noticiou casos de poluição graves que comprometem a qualidade do ar e podem por em perigo a saúde da população de Alhandra que vive mais perto da cimenteira. A mudança de controlo da fábrica ao nível dos accionistas não deveria implicar menor rigor na qualidade ambiental que está nas mãos dos técnicos da fábrica e não nos seus novos accionistas. O problema pode estar na falta de uma administração de proximidade que garanta a permanência dos melhores técnicos e daqueles que, em conjunto, conhecem os riscos da laboração de uma cimenteira em cima de uma vila com mais de seis mil habitantes.
Trago o assunto a esta coluna por ter percebido que a nova administração da fábrica se deve estar marimbando para quem leva com a poluição em cima ao desprezar a gestão dos equipamentos que em boa altura foram construídos para serem moeda de troca pelos efeitos nocivos da fábrica em cima das casas de habitação.
Recordo que no dia 6 de Janeiro deste ano houve uma ruptura num forno da fábrica que estava parado para reparação e manutenção. Na altura mais de uma centena de pessoas deslocaram-se à fábrica para pedirem explicações e para lavarem os seus carros que ficaram cobertos de pó. JAE
Trago o assunto a esta coluna por ter percebido que a nova administração da fábrica se deve estar marimbando para quem leva com a poluição em cima ao desprezar a gestão dos equipamentos que em boa altura foram construídos para serem moeda de troca pelos efeitos nocivos da fábrica em cima das casas de habitação.
Recordo que no dia 6 de Janeiro deste ano houve uma ruptura num forno da fábrica que estava parado para reparação e manutenção. Na altura mais de uma centena de pessoas deslocaram-se à fábrica para pedirem explicações e para lavarem os seus carros que ficaram cobertos de pó. JAE
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
A Justiça que vai ficar na História
Os jornalistas de O MIRANTE são vizinhos do Tribunal de Almeirim onde os processos não andam nem desandam. Até há pouco tempo todos os advogados eram unânimes: ah tens um processo no Tribunal de Almeirim? Então esquece ou faz um acordo mesmo que seja mau. Por causa da reforma judicial e dos problemas informáticos o país só fala dos advogados e dos processos que estão a por em causa a lei e o Estado de Direito.
Estamos solidários com todos os advogados que têm clientes presos, que não conseguem receber o dinheiro das penhoras, etc, etc, e achamos muito estranho que a ministra da Justiça venha dizer que o que se passa é apenas um incómodo. É lamentável que uma ministra da Justiça fale assim. Mas chegou a hora de perguntar: o Tribunal de Almeirim, e outros que existem por esse país fora, não pertencem ao sistema? Os portugueses que têm os seus processos parados nos tribunais que o sistema pôs no índex são portugueses de segunda? O que se está a passar entretanto para haver futuro não é menos gravoso que haver tribunais de Almeirim por esse país fora? Eu acho que sim. E tiro o chapéu à senhora ministra por ter tido a coragem de arriscar esta reforma.
Os juízes estiveram reunidos em congresso e pediram aumentos de ordenados à senhora ministra. E vão tê-los. Toda a gente se lembra da recente condenação de um homem que roubou para comer num supermercado do Porto. Toda a gente anda a perguntar que Justiça se deve fazer aos juízes que são tão bons a produzir sentenças nos pequenos crimes e nos grandes não têm mãos que cheguem para condenar os poderosos. Mário Soares está na capa do jornal “Expresso” da passada semana a abraçar Isaltino Morais e a confessar que ele foi vítima num país onde os grandes criminosos ficam impunes. Se os juízes não responderem, com mais trabalho e coragem, aos desafios que lhes estão a ser feitos há muitos anos, a democracia portuguesa já foi. Aliás, quem vai ficar na história daqui a muitos anos não é Passos Coelho nem Cavaco Silva; é a Justiça e os seus protagonistas que têm ficado muito mal no retrato. Basta lembrar as prescrições no caso Jardim Gonçalves e o resto que nem é bom falar porque é mau demais. JAE
Estamos solidários com todos os advogados que têm clientes presos, que não conseguem receber o dinheiro das penhoras, etc, etc, e achamos muito estranho que a ministra da Justiça venha dizer que o que se passa é apenas um incómodo. É lamentável que uma ministra da Justiça fale assim. Mas chegou a hora de perguntar: o Tribunal de Almeirim, e outros que existem por esse país fora, não pertencem ao sistema? Os portugueses que têm os seus processos parados nos tribunais que o sistema pôs no índex são portugueses de segunda? O que se está a passar entretanto para haver futuro não é menos gravoso que haver tribunais de Almeirim por esse país fora? Eu acho que sim. E tiro o chapéu à senhora ministra por ter tido a coragem de arriscar esta reforma.
Os juízes estiveram reunidos em congresso e pediram aumentos de ordenados à senhora ministra. E vão tê-los. Toda a gente se lembra da recente condenação de um homem que roubou para comer num supermercado do Porto. Toda a gente anda a perguntar que Justiça se deve fazer aos juízes que são tão bons a produzir sentenças nos pequenos crimes e nos grandes não têm mãos que cheguem para condenar os poderosos. Mário Soares está na capa do jornal “Expresso” da passada semana a abraçar Isaltino Morais e a confessar que ele foi vítima num país onde os grandes criminosos ficam impunes. Se os juízes não responderem, com mais trabalho e coragem, aos desafios que lhes estão a ser feitos há muitos anos, a democracia portuguesa já foi. Aliás, quem vai ficar na história daqui a muitos anos não é Passos Coelho nem Cavaco Silva; é a Justiça e os seus protagonistas que têm ficado muito mal no retrato. Basta lembrar as prescrições no caso Jardim Gonçalves e o resto que nem é bom falar porque é mau demais. JAE
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
As mulheres e os livros
As mulheres e os livros foram, e ainda são, o que de mais importante aconteceu na minha vida. Até hoje. O assunto vem a propósito da minha preferência por literatura no feminino, embora não seja faccioso, e da minha simpatia por E.L. James e pelos seus três volumes da trilogia de “As 50 Sombras de Grey”. Só li de fio a pavio o primeiro volume; os outros li-os com a minha habilidade para passar os olhos e reconhecer terrenos já pisados.
Fui eu que descobri no meio da entrevista ao director da Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira aquela célebre sentença de que “As 50 Sombras de Grey” não entravam no Olimpo vilafranquense. Fui um dos maiores culpados de toda a polémica que já fez correr muita tinta e que obrigou o director a cumprir ordens e a comprar os três volumes de literatura erótica para mulheres e homens mal casados e mal f*.
Como nunca esqueço uma boa história, e gosto de acompanhar os êxitos literários, tenho continuado a seguir as tabelas de vendas dos livros em Portugal. Com espanto reparo que os três volumes de “As 50 Sombras” continuam na lista dos mais vendidos.
Um dia destes uma mulher falou-me no assunto; disse-me que leu o livro com espanto e que todas aquelas cenas também a motivaram e fizeram sonhar. Depois deu testemunho sobre todas as suas amigas que leram o livro igualmente com paixão e interesse pela história. “Todas as mulheres percebem que aquele homem não existe; mas existe o que ele faz com a personagem feminina; e é isso que torna o romance interessante”.
Trago este assunto a lume porque dizem que vem aí o filme baseado na história.
Nos meus livros preferidos tenho autoras muito melhores que E. L. James e As 50 Sombras de Grey. Por exemplo “Entrega”, da jornalista australiana Toni Bentley, que comecei por descobrir na Feira do Livro de São Paulo (Brasil) que é uma das maiores do mundo. Mas o livro é tão bom e tão pornográfico que alguém que seja apanhado com ele pode ser acusado de alta traição a um casamento ou a um namoro. Uma mulher com as “As 50 Sombras de Grey” debaixo do braço é só uma mulher que anda a ler um dos livros do momento.
A trilogia de “As 50 Sombras de Grey” foi o que de melhor aconteceu às mulheres e aos homens no último século em matéria de literatura erótica. Pelo menos para a grande maioria dos leitores em português. Quem quiser dar uma espreitadela à ‘Entrega’ sempre pode discordar de mim por uma boa razão. JAE
Fui eu que descobri no meio da entrevista ao director da Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira aquela célebre sentença de que “As 50 Sombras de Grey” não entravam no Olimpo vilafranquense. Fui um dos maiores culpados de toda a polémica que já fez correr muita tinta e que obrigou o director a cumprir ordens e a comprar os três volumes de literatura erótica para mulheres e homens mal casados e mal f*.
Como nunca esqueço uma boa história, e gosto de acompanhar os êxitos literários, tenho continuado a seguir as tabelas de vendas dos livros em Portugal. Com espanto reparo que os três volumes de “As 50 Sombras” continuam na lista dos mais vendidos.
Um dia destes uma mulher falou-me no assunto; disse-me que leu o livro com espanto e que todas aquelas cenas também a motivaram e fizeram sonhar. Depois deu testemunho sobre todas as suas amigas que leram o livro igualmente com paixão e interesse pela história. “Todas as mulheres percebem que aquele homem não existe; mas existe o que ele faz com a personagem feminina; e é isso que torna o romance interessante”.
Trago este assunto a lume porque dizem que vem aí o filme baseado na história.
Nos meus livros preferidos tenho autoras muito melhores que E. L. James e As 50 Sombras de Grey. Por exemplo “Entrega”, da jornalista australiana Toni Bentley, que comecei por descobrir na Feira do Livro de São Paulo (Brasil) que é uma das maiores do mundo. Mas o livro é tão bom e tão pornográfico que alguém que seja apanhado com ele pode ser acusado de alta traição a um casamento ou a um namoro. Uma mulher com as “As 50 Sombras de Grey” debaixo do braço é só uma mulher que anda a ler um dos livros do momento.
A trilogia de “As 50 Sombras de Grey” foi o que de melhor aconteceu às mulheres e aos homens no último século em matéria de literatura erótica. Pelo menos para a grande maioria dos leitores em português. Quem quiser dar uma espreitadela à ‘Entrega’ sempre pode discordar de mim por uma boa razão. JAE
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