O MIRANTE é um jornal cheio de histórias de vida; histórias que nos contam e outras que nos atrevemos a contar. Esta semana foi pródiga em telefonemas de leitores que acham que têm uma história para contar. Desde o senhor que não teve direito a casa-de-banho num serviço de atendimento público até àquele que acha que nós temos obrigação de publicitar em texto editorial a sua actividade comercial. O comentário vem a propósito da edição do 26º aniversário de O MIRANTE, a 16 de Novembro, em que estamos a trabalhar há quase dois meses. Vamos eleger marcas locais, regionais e globais; vamos editar um jornal de aniversário feito à medida dos nossos objectivos editoriais e comerciais que será, provavelmente, o nosso melhor trabalho de sempre.
É este entusiasmo e esta entrega que apetece partilhar numa altura em que toda a gente se queixa da crise. Quem faz as terras são os Homens; quem faz as regiões são as instituições e as pessoas que vêem para além do fundo da rua onde vivem.
Entre mil pretextos para escrever o comentário desta semana escolhi falar da nossa edição de aniversário sabendo, no entanto, que muita água ainda vai correr Tejo abaixo até alcançarmos os nossos objectivos. Fica aqui o testemunho que é uma prova de confiança na equipa de O MIRANTE e nos profissionais que todas as semanas produzem e editam o jornal regional que é líder de mercado.
Na passada semana o ministro da Educação de Angola, Pinda Simão, estave em Santarém de visita à Escola Profissional do Vale do Tejo. Numa altura em que tanto se fala das relações entre os dois países, e é notícia aquilo que interessa só aos politiqueiros do costume, importa registar a passagem da comitiva angola que acabou em Portugal um périplo por alguns países da América Latina. Como vem sendo habitual a visita de trabalho do ministro angolano a Santarém, que durou várias horas e incluiu almoço e visita à escola e à cidade, não interessou à generalidade da comunicação social nem às entidades que mais tinham a ganhar com o acontecimento. Enquanto as televisões e alguns jornais fazem a agenda do Governo, vão servindo em horário nobre os enlatados do costume, o país continua a ser um sítio mal frequentado como escreveu um dia o poeta Alexandre O’Neill que deixou em testamento parte da sua biblioteca à vila de Constância. JAE
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Moita Flores e os amigos
Francisco Moita Flores fez História em Santarém ao dar uma entrevista ao jornal O Ribatejo 15 dias antes das últimas eleições autárquicas onde só falta chamar “Pai de Santo” a Ricardo Gonçalves. Moita Flores deixou Ricardo Gonçalves no seu lugar de presidente de câmara mas por razões que não consegue explicar em quatro páginas de entrevista ao referido jornal resolveu acusá-lo publicamente de não ter cabeça para a herança que lhe deixou entre muitas outras acusações que pareciam uma confissão bêbeda.
Para um homem que se diz franciscano e de bons costumes convinha perceber que razões o levaram a querer contribuir para a derrota política do homem que deixou no seu lugar e que o libertou para outras guerras políticas que abraçou com grande empenho.
Tendo em conta a vitória anunciada de Ricardo Gonçalves, já que as sondagens do PS e do PSD nunca foram muito divergentes, e deram sempre a vitória a Ricardo Gonçalves, Moita Flores julgou-se com capacidade para intervir no processo eleitoral em Santarém dizendo “cobras e lagartos” de Ricardo Gonçalves para prejudicar, ou atropelar, a vitória que parecia cantar-lhe desde que assumiu a candidatura. E que acabou por se confirmar com uma votação que quase chegava à maioria absoluta.
Moita Flores saiu derrotado da tentativa de minimizar Ricardo Gonçalves e acabou também perdedor no concelho de Oeiras onde, durante a campanha eleitoral, só faltaram tiros de pistola para animar a festa.
Não vi até agora nenhum sinal de arrependimento sobre declarações tão infelizes de alguém que saiu a meio do mandato para ir cuidar da sua vidinha. Por entender que a História não pode ser contada só por uma parte deixo aqui este registo para mais tarde recordar. Moita Flores é muito mais de fazer inimigos do que de fazer amigos. Mas engana muito bem. Tiro-lhe o meu chapéu de provinciano e ribatejano charnequenho. JAE
Para um homem que se diz franciscano e de bons costumes convinha perceber que razões o levaram a querer contribuir para a derrota política do homem que deixou no seu lugar e que o libertou para outras guerras políticas que abraçou com grande empenho.
Tendo em conta a vitória anunciada de Ricardo Gonçalves, já que as sondagens do PS e do PSD nunca foram muito divergentes, e deram sempre a vitória a Ricardo Gonçalves, Moita Flores julgou-se com capacidade para intervir no processo eleitoral em Santarém dizendo “cobras e lagartos” de Ricardo Gonçalves para prejudicar, ou atropelar, a vitória que parecia cantar-lhe desde que assumiu a candidatura. E que acabou por se confirmar com uma votação que quase chegava à maioria absoluta.
Moita Flores saiu derrotado da tentativa de minimizar Ricardo Gonçalves e acabou também perdedor no concelho de Oeiras onde, durante a campanha eleitoral, só faltaram tiros de pistola para animar a festa.
Não vi até agora nenhum sinal de arrependimento sobre declarações tão infelizes de alguém que saiu a meio do mandato para ir cuidar da sua vidinha. Por entender que a História não pode ser contada só por uma parte deixo aqui este registo para mais tarde recordar. Moita Flores é muito mais de fazer inimigos do que de fazer amigos. Mas engana muito bem. Tiro-lhe o meu chapéu de provinciano e ribatejano charnequenho. JAE
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Outono, Inverno, Primavera, Verão… Outono*
O Outono é a melhor das estações para mudarmos de vida. O Outono tem o rosto do sono; de um dia para o outro estamos no Outono como saímos e entramos involuntariamente nos olhos de uma mulher de 30 anos com umas pálpebras de uma mulher de 60. O Outono é a revolução da Primavera; a escultura que fica da primeira derrota do artista que anda a brincar com a natureza. O Outono chama-se Constância, Aldeia do Mato, Dornes, Azinhaga, Valada, Palhota, Azambuja, Porto das Mulheres, nomes de aldeias e lugares que fazem lembrar os campos do Ribatejo no tempo das antigas searas de aveia, cevada e girassol. O Outono é o rio Tejo renascido com as primeiras águas da chuva que ajudam a limpar as marachas poluídas de todos os banquetes de Verão à beira-rio. O Outono é a estação das palavras mágicas que encontramos no romance “As Bicicletas em Setembro” do escritor Baptista-Bastos.
O Outono é residência oficial da paisagem ribatejana; de um dia para o outro o pôr-do-sol parece que engoliu o arco-íris; depois das colheitas do tomate, do milho e das uvas, as terras do campo ficam quase nuas, com o sexo escondido no restolho, e entre o rabisco que é alimento de muitas e variadas bocas.
O Outono é a melhor das estações do ano para recordarmos os nossos avós; para comermos os últimos figos directamente da figueira; para visitarmos um lar de terceira idade com os bolsos cheios de caramelos;
Este ano festejo o meu aniversário em pleno Outono, quando caem as folhas das árvores, quando as raízes adormecem, quando os cogumelos selvagens começam a valer dinheiro. Para o ano espero comemorar o aniversário no Inverno; e no outro ano em plena Primavera, e no ano seguinte no Verão, e assim sucessivamente de estação em estação até ao Outono final.
*Título inspirado no filme “Primavera, Verão, Outono, Inverno… Primavera” que é um dos filmes da minha vida. JAE
O Outono é residência oficial da paisagem ribatejana; de um dia para o outro o pôr-do-sol parece que engoliu o arco-íris; depois das colheitas do tomate, do milho e das uvas, as terras do campo ficam quase nuas, com o sexo escondido no restolho, e entre o rabisco que é alimento de muitas e variadas bocas.
O Outono é a melhor das estações do ano para recordarmos os nossos avós; para comermos os últimos figos directamente da figueira; para visitarmos um lar de terceira idade com os bolsos cheios de caramelos;
Este ano festejo o meu aniversário em pleno Outono, quando caem as folhas das árvores, quando as raízes adormecem, quando os cogumelos selvagens começam a valer dinheiro. Para o ano espero comemorar o aniversário no Inverno; e no outro ano em plena Primavera, e no ano seguinte no Verão, e assim sucessivamente de estação em estação até ao Outono final.
*Título inspirado no filme “Primavera, Verão, Outono, Inverno… Primavera” que é um dos filmes da minha vida. JAE
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Uma democracia pelintra
Fico satisfeito por ver que as televisões e os jornais, na generalidade, não vão fazer a cobertura da campanha eleitoral para as eleições autárquicas. Finalmente o Poder da Comissão Nacional de Eleições fez-se ouvir. Com as televisões e a grande maioria dos jornais de referência a viverem graves problemas financeiros, com a queda do investimento publicitário, não há dinheiro para pagar as multas. Deus escreve direito por linhas tortas. Finalmente os políticos vão provar do seu próprio veneno. A partir de agora é certo que vão alterar a lei. Mas é a crise financeira que os obriga a serem responsáveis. É lamentável. Por aqui se vê a pelintrice desta democracia.
A política é cada vez mais a disciplina mais pobre da cultura. Sobram os vendilhões do templo. Isso não faz com que não acreditemos numa nova geração de políticos de quem se espera muito trabalho para darem a volta a isto.
Natália Correia acaba de ser homenageada com a publicação de uma Biografia da autoria de Fernando Dacosta. Quem tiver memória lembra-se da polémica à volta da sua reforma e das angústias que viveu enquanto ia gritando que “a pobreza é a grande arma de domínio utilizada pelos ricos, mas eu prefiro desaparecer a submeter-me”.
Num tempo em que a palavra Pátria perdeu muito do seu simbolismo e significado, relembro Natália Correia por ser a grande Mátria e a sua Obra política e literária estarem cheias de razão antes do tempo. Ficam aqui duas frases que estão espelhadas na biografia de Fernando Dacosta; “A Europa será dentro de escassos anos dominada pelo quarto mundo, um mundo composto por três gigantescas maiorias de anatematizados: a dos idosos, a dos desempregados e a dos migrantes. As pressões que exercerão mudarão profundamente as estruturas de trabalho, lazer, produtividade (:)”. “Os detentores dos poderes julgam que a vida se resolve com produtividade, com quantidade. O problema actual do Homem não é, porém, esse: é o da desumanização, o do cansaço, o da falta de desejo, tanto a nível individual como coletivo. Passa-se fome por questões políticas, não técnicas, por problemas de distribuição, não de produção. Precisamos de inventar novas preguiças para criar novas sobrevivências”. JAE
A política é cada vez mais a disciplina mais pobre da cultura. Sobram os vendilhões do templo. Isso não faz com que não acreditemos numa nova geração de políticos de quem se espera muito trabalho para darem a volta a isto.
Natália Correia acaba de ser homenageada com a publicação de uma Biografia da autoria de Fernando Dacosta. Quem tiver memória lembra-se da polémica à volta da sua reforma e das angústias que viveu enquanto ia gritando que “a pobreza é a grande arma de domínio utilizada pelos ricos, mas eu prefiro desaparecer a submeter-me”.
Num tempo em que a palavra Pátria perdeu muito do seu simbolismo e significado, relembro Natália Correia por ser a grande Mátria e a sua Obra política e literária estarem cheias de razão antes do tempo. Ficam aqui duas frases que estão espelhadas na biografia de Fernando Dacosta; “A Europa será dentro de escassos anos dominada pelo quarto mundo, um mundo composto por três gigantescas maiorias de anatematizados: a dos idosos, a dos desempregados e a dos migrantes. As pressões que exercerão mudarão profundamente as estruturas de trabalho, lazer, produtividade (:)”. “Os detentores dos poderes julgam que a vida se resolve com produtividade, com quantidade. O problema actual do Homem não é, porém, esse: é o da desumanização, o do cansaço, o da falta de desejo, tanto a nível individual como coletivo. Passa-se fome por questões políticas, não técnicas, por problemas de distribuição, não de produção. Precisamos de inventar novas preguiças para criar novas sobrevivências”. JAE
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Uma democracia pelintra
Fico satisfeito por ver que as televisões e os jornais, na generalidade, não vão fazer a cobertura da campanha eleitoral para as eleições autárquicas. Finalmente o Poder da Comissão Nacional de Eleições fez-se ouvir. Com as televisões e a grande maioria dos jornais de referência a viverem graves problemas financeiros, com a queda do investimento publicitário, não há dinheiro para pagar as multas. Deus escreve direito por linhas tortas. Finalmente os políticos vão provar do seu próprio veneno. A partir de agora é certo que vão alterar a lei. Mas é a crise financeira que os obriga a serem responsáveis. É lamentável. Por aqui se vê a pelintrice desta democracia.
A política é cada vez mais a disciplina mais pobre da cultura. Sobram os vendilhões do templo. Isso não faz com que não acreditemos numa nova geração de políticos de quem se espera muito trabalho para darem a volta a isto.
Natália Correia acaba de ser homenageada com a publicação de uma Biografia da autoria de Fernando Dacosta. Quem tiver memória lembra-se da polémica à volta da sua reforma e das angústias que viveu enquanto ia gritando que “a pobreza é a grande arma de domínio utilizada pelos ricos, mas eu prefiro desaparecer a submeter-me”.
Num tempo em que a palavra Pátria perdeu muito do seu simbolismo e significado, relembro Natália Correia por ser a grande Mátria e a sua Obra política e literária estarem cheias de razão antes do tempo. Ficam aqui duas frases que estão espelhadas na biografia de Fernando Dacosta; “A Europa será dentro de escassos anos dominada pelo quarto mundo, um mundo composto por três gigantescas maiorias de anatematizados: a dos idosos, a dos desempregados e a dos migrantes. As pressões que exercerão mudarão profundamente as estruturas de trabalho, lazer, produtividade (:)”. “Os detentores dos poderes julgam que a vida se resolve com produtividade, com quantidade. O problema actual do Homem não é, porém, esse: é o da desumanização, o do cansaço, o da falta de desejo, tanto a nível individual como coletivo. Passa-se fome por questões políticas, não técnicas, por problemas de distribuição, não de produção. Precisamos de inventar novas preguiças para criar novas sobrevivências”. JAE
A política é cada vez mais a disciplina mais pobre da cultura. Sobram os vendilhões do templo. Isso não faz com que não acreditemos numa nova geração de políticos de quem se espera muito trabalho para darem a volta a isto.
Natália Correia acaba de ser homenageada com a publicação de uma Biografia da autoria de Fernando Dacosta. Quem tiver memória lembra-se da polémica à volta da sua reforma e das angústias que viveu enquanto ia gritando que “a pobreza é a grande arma de domínio utilizada pelos ricos, mas eu prefiro desaparecer a submeter-me”.
Num tempo em que a palavra Pátria perdeu muito do seu simbolismo e significado, relembro Natália Correia por ser a grande Mátria e a sua Obra política e literária estarem cheias de razão antes do tempo. Ficam aqui duas frases que estão espelhadas na biografia de Fernando Dacosta; “A Europa será dentro de escassos anos dominada pelo quarto mundo, um mundo composto por três gigantescas maiorias de anatematizados: a dos idosos, a dos desempregados e a dos migrantes. As pressões que exercerão mudarão profundamente as estruturas de trabalho, lazer, produtividade (:)”. “Os detentores dos poderes julgam que a vida se resolve com produtividade, com quantidade. O problema actual do Homem não é, porém, esse: é o da desumanização, o do cansaço, o da falta de desejo, tanto a nível individual como coletivo. Passa-se fome por questões políticas, não técnicas, por problemas de distribuição, não de produção. Precisamos de inventar novas preguiças para criar novas sobrevivências”. JAE
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
O fidalgote do associativismo português
Troco uma tarde no campo junto ao Tejo pelo prazer de escrever uma crónica. Troco as palavras pela gadanha ou pela enxada embora não ande a cavar mas a endireitar a terra. Deixo no caderno a frase que mais encheu a folha do dia de Terça-feira: os dirigentes da CAP têm como refém o Ministério da Agricultura. Basta o CDS chegar ao Poder e eles fazem o que querem. É vê-los quase todos os dias na televisão a fingirem que têm soluções para o país. Quanto aos agricultores e aos seus interesses é o que se sabe. Não quero dizer mal. Deixo no caderno de apontamentos o fruto da má-língua que pratiquei uma noite destas com o Sérgio Carrinho que se prepara para deixar sem dor a presidência da câmara. Quem diria!!! Como uma dúzia de figos directamente da árvore e outra dúzia que me foram dados num saco embrulhados em folhas de figueira como a minha avó me oferecia há mais de uma eternidade. Há lá coisa melhor que comer figos e esquecer o assunto para a próxima crónica ou comentário? O António Rodrigues vai deixar Torres Novas e vai trabalhar para Timor. Toda a gente sabe, desde há muito tempo, que ele não quer passar pelo martírio que passa o Silvino Sequeira e o Rosa do Céu e todos aqueles que fizeram da política a sua profissão e de repente parecem aves raras sem saberem onde poisar. O mundo foge-lhes debaixo dos pés. Os rapazes andam no recreio da escola a mijar para cima das pedras e eles passam na rua e à noite vão sonhar que é o povo que agora mija para cima deles só porque deixaram de controlar o Poder. Sem o perfume do Poder ficam a cheirar mal como a água parada do rio. Não é verdade mas é assim que eles se sentem e cheiram.
Este comentário é uma cedência de uma tarde ao prazer de usar a gadanha e deixar a prática da escrita para o momento do fecho da edição. Tinha meia hora para cumprir o timing que me foi dado pelos gráficos. Escrevi este pequeno texto sem dizer mal de ninguém em menos de meia hora. Vou agora ali a Abrantes comer uma tigelada e ainda terei tempo de mandar o título do comentário pelo telemóvel enquanto penso se hei-de ou não tirar daqui o “dono” da CAP, João Machado, que esta semana voltei a encontrar na PSP numa queixa contra mim e este jornal que, pelos vistos, não é terreno agrícola que interesse ao fidalgote do associativismo português. JAE
Este comentário é uma cedência de uma tarde ao prazer de usar a gadanha e deixar a prática da escrita para o momento do fecho da edição. Tinha meia hora para cumprir o timing que me foi dado pelos gráficos. Escrevi este pequeno texto sem dizer mal de ninguém em menos de meia hora. Vou agora ali a Abrantes comer uma tigelada e ainda terei tempo de mandar o título do comentário pelo telemóvel enquanto penso se hei-de ou não tirar daqui o “dono” da CAP, João Machado, que esta semana voltei a encontrar na PSP numa queixa contra mim e este jornal que, pelos vistos, não é terreno agrícola que interesse ao fidalgote do associativismo português. JAE
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Os Tendeiros foram à Chamusca e os Bombeiros querem ser sociedade secreta
A praça de toiros da Chamusca foi entregue a uma empresa de uma família com o apelido Tendeiro que, segundo consta, já não organizou directamente a última corrida realizada no sábado dia 31 de Agosto.
Dizem os empresários que conheço, e nem eu conheço muitos nem existem assim tantos, que nesta altura não querem a praça da Chamusca nem dada. Pelos vistos a empresa da família Tendeiro também não. É pena que os responsáveis pela praça de toiros da Chamusca continuem a enganar-se tantas vezes na escolha dos empresários permitindo assim que muita gente, ligada directa ou indirectamente aos espectáculos, na condição de fornecedores de serviços, também seja enganada e prejudicada.
A direcção da Misericórdia da Chamusca não pode ser inocente neste assunto. Há muitos anos que a praça de toiros é mal entregue e não serve a festa nem os aficionados. Por mim podem continuar assim mais meio século. Mas a Chamusca merecia que a praça fizesse parte do calendário das melhores festas de toiros; que todos os anos a tradição voltasse a ser o que era. A Câmara Municipal da Chamusca sempre teve mãos largas para ajudar. Se não aproveitam e não organizam como devem é porque querem tudo para eles ou subestimam a importância da praça e do público que gosta desta arena e desta terra situada no coração do Ribatejo.
Uma última nota só para dizer que a Chamusca tem dois dos grupos de forcados mais prestígiados do país, o que quer dizer que, só à conta deles, meia praça está quase sempre garantida. Então onde é que está o problema? Só pode ser falta de interesse ou a satisfação de muitos interesses instalados.
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Os Bombeiros da Chamusca inauguraram um edifício nas traseiras do Quartel onde instalaram novas camaratas e um centro de formação. A cerimónia de inauguração teve um momento solene de descerramento de uma placa de homenagem a José Monteiro Januário, o engenheiro civil com gabinete na Chamusca que terá sido o responsável técnico pela Obra. Sou sócio da associação há mais de 30 anos e não fui convidado. A O MIRANTE não chegou informação sobre a inauguração e a homenagem. Tentamos fazer notícia à posteriori e mandaram dizer que ainda não era a altura apropriada. Permitam que pergunte; os Bombeiros da Chamusca já foram privatizados? Deixou de ser associação e passou a ser a casa de uns Senhores que estão lá há tanto tempo como Cristo morreu na cruz? Será que estou a pagar as quotas mensais aos anjinhos do céu e ainda não percebi em que mundo é que vivo? Se calhar já morri e é a minha alma que está parva por ainda não ter encarnado em quem devia. JAE
Dizem os empresários que conheço, e nem eu conheço muitos nem existem assim tantos, que nesta altura não querem a praça da Chamusca nem dada. Pelos vistos a empresa da família Tendeiro também não. É pena que os responsáveis pela praça de toiros da Chamusca continuem a enganar-se tantas vezes na escolha dos empresários permitindo assim que muita gente, ligada directa ou indirectamente aos espectáculos, na condição de fornecedores de serviços, também seja enganada e prejudicada.
A direcção da Misericórdia da Chamusca não pode ser inocente neste assunto. Há muitos anos que a praça de toiros é mal entregue e não serve a festa nem os aficionados. Por mim podem continuar assim mais meio século. Mas a Chamusca merecia que a praça fizesse parte do calendário das melhores festas de toiros; que todos os anos a tradição voltasse a ser o que era. A Câmara Municipal da Chamusca sempre teve mãos largas para ajudar. Se não aproveitam e não organizam como devem é porque querem tudo para eles ou subestimam a importância da praça e do público que gosta desta arena e desta terra situada no coração do Ribatejo.
Uma última nota só para dizer que a Chamusca tem dois dos grupos de forcados mais prestígiados do país, o que quer dizer que, só à conta deles, meia praça está quase sempre garantida. Então onde é que está o problema? Só pode ser falta de interesse ou a satisfação de muitos interesses instalados.
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Os Bombeiros da Chamusca inauguraram um edifício nas traseiras do Quartel onde instalaram novas camaratas e um centro de formação. A cerimónia de inauguração teve um momento solene de descerramento de uma placa de homenagem a José Monteiro Januário, o engenheiro civil com gabinete na Chamusca que terá sido o responsável técnico pela Obra. Sou sócio da associação há mais de 30 anos e não fui convidado. A O MIRANTE não chegou informação sobre a inauguração e a homenagem. Tentamos fazer notícia à posteriori e mandaram dizer que ainda não era a altura apropriada. Permitam que pergunte; os Bombeiros da Chamusca já foram privatizados? Deixou de ser associação e passou a ser a casa de uns Senhores que estão lá há tanto tempo como Cristo morreu na cruz? Será que estou a pagar as quotas mensais aos anjinhos do céu e ainda não percebi em que mundo é que vivo? Se calhar já morri e é a minha alma que está parva por ainda não ter encarnado em quem devia. JAE
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