Andei a viajar para ganhar tempo ao tempo. Escrevi todos os dias mas não para publicar. Leio mais do que escrevo. E acima de tudo leio relatórios de trabalho. Partilho com os leitores parte resumida do relatório da Mariana da última sexta-feira e desafio aqueles que gostam do jornal a inscreverem-se no Clube de Leitores e sugerirem iniciativas que tenham a ver com o interesse próprio ou da terra onde vivem. Para quem julga que editar um jornal é só escrever notícias aqui fica um cheirinho de um dia ao telefone e de alguns assuntos que nos caem no colo.
Recebemos 37 chamadas. Para as assinaturas ligou-nos a irmã do nosso assinante António, de Riachos, para nos dizer que ele está hospitalizado desde Janeiro, para retirarmos o jornal porque já não consegue ler. Ela também é assinante. Ligou-nos o professor Miguel, da Alemanha, para dizer que já enviou a ficha de inscrição para o Clube do Leitor. Este ano não vem a Portugal porque vai para o Congo com os Médicos Sem Fronteiras. Mas assim que vier vem fazer-nos uma visita. Ligou ainda o nosso assinante de Samora Correia, José, que tem 83 anos. Foi operado à vista e só consegue ler com uma lupa; não vai renovar a assinatura que terminou em Junho. Ligou ainda Augusto, nosso assinante do Cortelo, Santarém, que tinha reclamado a falta de entrega da edição da semana passada e a quem enviamos a segunda edição na segunda-feira, para nos dizer que já vamos na quarta-feira e também não recebeu. Na conversa disse que não era só com o nosso jornal; que os carteiros trocam a correspondência. Algumas cartas dele vão parar à Quinta da Pimenteira que ainda é longe; que devíamos fazer um artigo a denunciar estas situações e não só quando os carteiros fazem greves. Para o departamento comercial recebemos 15 chamadas que foram transferidas como segue (:) Para falar consigo ligou o Francisco, de Alpiarça, e o António, de Benavente, mas disseram que voltavam a ligar (:) Junto envio ponto de situação relativamente ao contactos pendentes da semana que acaba hoje. JAE
quinta-feira, 17 de julho de 2014
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Editorial - A lógica do Poder
A população da Carregueira (Chamusca) assustou-se mais uma vez com um acidente no Parque do Relvão. Desta vez foi um incêndio na Resitejo. O fogo durou várias horas e teve a intervenção de mais de uma centena de bombeiros. Um jornalista de O MIRANTE esteve à porta das instalações e nunca conseguiu falar com os responsáveis da câmara municipal e da protecção civil que estavam no local. A informação que fomos partilhando online foi conseguida pelo telefone sempre junto do Comando Distrital de Operações de Socorro. A população da Carregueira foi a responsável pela vitória histórica do PS nas últimas eleições autárquicas. Ninguém tem dúvidas que a escolha dos eleitores espelha a desconfiança e a falta de informação sobre o Parque do Relvão. Os eleitos socialistas gozam de um poder que, aparentemente, não merecem. Informar na hora, principalmente em casos de desgraça ou de possível desgraça, que pode pôr em risco pessoas e bens, faz parte da lógica do Poder e da sociedade de informação que ajudamos a construir. Se estes políticos, bafejados na hora do voto pelas desconfianças das populações, não perceberem isso bem podem começar a arrumar a tralha.
O porco e a Parker
A minha avó Ilda oferecia regularmente cestos de ovos, morangos e figos aos médicos e funcionários do centro de saúde da sua terra. Todos os dias me lembro da avó Ilda. Se há coisas boas que aprendi com ela foi a partilhar e a ser agradecido. Não nasci invejoso, sendeiro ou intrujão mas mesmo assim vigio-me regularmente para ter a certeza que honro os compromissos que a minha avó me deixou.
Um ex-amigo confessou-se na minha casa, onde a minha mulher lhe serviu um opíparo jantar, como se ele fosse a Rainha de Inglaterra, que coleccionava canetas. Um dia, num passeio por Lisboa, numa zona que me faz lembrar o largo onde moro, na Chamusca, descobri uma Parker de colecção com um estojo onde podia guardar-se a coroa de D. Afonso Henriques. Por causa do preço lembro-me de ter começado a namorar a caneta com a altivez própria de um derriço que sabe ter a noiva na mão. Durante muitos meses, com a arte que aprendi com os homens dos sete ofícios a quem aviei muitos copos de vinho, conversei com a dona da loja, vi o fundo da tampa da caneta, confirmei os quilates do ouro do aparo, enfim, chegou uma altura em que me senti dono da caneta de tanto a ter na mão e fazer baixar o preço.
Um dia, com a Ponte 25 de Abril por cima da cabeça, de volta à lojinha, fui avisado que a caneta já tinha sido vendida. Disfarcei o desgosto e fui esmurrar a parede do edifício ao lado bem longe dos olhos da lojista para que ela não se risse de mim como eu merecia.
Recentemente, com alguma vergonha na cara, voltei à loja da caneta Parker e de outras canetas que fazem a minha delícia de coleccionador sem cheta e sem paciência de coleccionador. A caneta voltou à estante e a senhora da loja, com o ar mais natural deste mundo, disse que não se lembrava de mim, que a caneta ainda estava quente de ter chegado à loja há tão pouco tempo. No momento em que escrevo ando a renegociar a caneta; quem sabe se para oferecer a um dos meus filhos, talvez aquele que um dia melhor souber recordar as memórias da avó Ilda com quem dois deles ainda beberam café e comeram pão com ovo frito sentados à braseira.
Quanto ao ex-amigo, a quem a caneta estava destinada, terá sido vítima de um criador de porcos. Ele era o bácaro mais inteligente ao cimo da terra; gordo e redondo, sempre com as unhas sujas e grandes para não estranhar as pocilgas por onde passava no seu ofício de javardo oficioso. Quando o conheci andava disfarçado de intelectual e político. Foi nessa condição que entrou na minha casa e comeu da minha panela. É verdade que deixou um cheiro a barrasco mas nada que o eucaliptal que tenho quase ao pé da porta não tivesse ajudado a disfarçar numa casa como a minha que tem tantas janelas, verdadeiras e imaginárias, como o Palácio de Queluz. JAE
Um ex-amigo confessou-se na minha casa, onde a minha mulher lhe serviu um opíparo jantar, como se ele fosse a Rainha de Inglaterra, que coleccionava canetas. Um dia, num passeio por Lisboa, numa zona que me faz lembrar o largo onde moro, na Chamusca, descobri uma Parker de colecção com um estojo onde podia guardar-se a coroa de D. Afonso Henriques. Por causa do preço lembro-me de ter começado a namorar a caneta com a altivez própria de um derriço que sabe ter a noiva na mão. Durante muitos meses, com a arte que aprendi com os homens dos sete ofícios a quem aviei muitos copos de vinho, conversei com a dona da loja, vi o fundo da tampa da caneta, confirmei os quilates do ouro do aparo, enfim, chegou uma altura em que me senti dono da caneta de tanto a ter na mão e fazer baixar o preço.
Um dia, com a Ponte 25 de Abril por cima da cabeça, de volta à lojinha, fui avisado que a caneta já tinha sido vendida. Disfarcei o desgosto e fui esmurrar a parede do edifício ao lado bem longe dos olhos da lojista para que ela não se risse de mim como eu merecia.
Recentemente, com alguma vergonha na cara, voltei à loja da caneta Parker e de outras canetas que fazem a minha delícia de coleccionador sem cheta e sem paciência de coleccionador. A caneta voltou à estante e a senhora da loja, com o ar mais natural deste mundo, disse que não se lembrava de mim, que a caneta ainda estava quente de ter chegado à loja há tão pouco tempo. No momento em que escrevo ando a renegociar a caneta; quem sabe se para oferecer a um dos meus filhos, talvez aquele que um dia melhor souber recordar as memórias da avó Ilda com quem dois deles ainda beberam café e comeram pão com ovo frito sentados à braseira.
Quanto ao ex-amigo, a quem a caneta estava destinada, terá sido vítima de um criador de porcos. Ele era o bácaro mais inteligente ao cimo da terra; gordo e redondo, sempre com as unhas sujas e grandes para não estranhar as pocilgas por onde passava no seu ofício de javardo oficioso. Quando o conheci andava disfarçado de intelectual e político. Foi nessa condição que entrou na minha casa e comeu da minha panela. É verdade que deixou um cheiro a barrasco mas nada que o eucaliptal que tenho quase ao pé da porta não tivesse ajudado a disfarçar numa casa como a minha que tem tantas janelas, verdadeiras e imaginárias, como o Palácio de Queluz. JAE
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Adoro panquecas
As sociedades, por vezes, são como os caranguejos; caminham para trás.
Não há nada a fazer que não seja ter um projecto de vida que contrarie o da sociedade em que vivemos. Ninguém me obriga a ver televisão às oito da noite quando todos os canais transmitem as mesmas notícias desgraçadas e os discursos dos mesmos políticos chatos e incultos; ninguém me obriga a cair na armadilha daqueles que dão a voz de comando para que a sociedade retroceda de forma a satisfazer as clientelas e os mesmos de sempre que se alaparam ao Poder.
Num mundo onde a grande maioria das pessoas é parca em leituras, principalmente de jornais, as televisões aproveitam para organizar a sociedade do espectáculo que nos leva a esta desgraça em que vivemos;
Deixo aqui uma receita para a felicidade (usada já há uns anos) que pode ser aproveitada por quem tiver um mealheiro; um dos melhores hotéis do mundo (dos mais baratos) para curar insónias e azias é o Nyhavn em Copenhaga. O segredo é viajar na Primavera ou no Verão e dormir a sesta todos os dias com a janela aberta para poder adormecer ao som das gaivotas. Rente à noite é normal encontrar um baile à beira-rio com o charme e a gente bonita que se pode encontrar num salão de um palácio em Viena de Áustria. Nem precisamos de saber falar inglês. Ali fala-se com os olhos e o sorriso e, às vezes, com as mãos se elas não estiverem muito transpiradas.
Nota: Imaginem o Paulo Bento a gerir uma empresa convocando todos os profissionais doentes só porque tem medo de meter o ofício no corpo dos novos aprendizes! E já agora imaginem o António José Seguro a abraçar o António Costa quando ele ganhar o PS. Por fim: imaginem que o Sócrates, no tempo do outro Governo, tinha vendido o Rio Tejo aos alemães. Alguém acredita que ele não seria na mesma comentador residente da RTP, onde debita todas as semanas textos de teatro que anda a escrever para o seu novo livro.
Adoro panquecas mas já não tenho espaço para explicar as razões da minha boca gulosa. JAE
Não há nada a fazer que não seja ter um projecto de vida que contrarie o da sociedade em que vivemos. Ninguém me obriga a ver televisão às oito da noite quando todos os canais transmitem as mesmas notícias desgraçadas e os discursos dos mesmos políticos chatos e incultos; ninguém me obriga a cair na armadilha daqueles que dão a voz de comando para que a sociedade retroceda de forma a satisfazer as clientelas e os mesmos de sempre que se alaparam ao Poder.
Num mundo onde a grande maioria das pessoas é parca em leituras, principalmente de jornais, as televisões aproveitam para organizar a sociedade do espectáculo que nos leva a esta desgraça em que vivemos;
Deixo aqui uma receita para a felicidade (usada já há uns anos) que pode ser aproveitada por quem tiver um mealheiro; um dos melhores hotéis do mundo (dos mais baratos) para curar insónias e azias é o Nyhavn em Copenhaga. O segredo é viajar na Primavera ou no Verão e dormir a sesta todos os dias com a janela aberta para poder adormecer ao som das gaivotas. Rente à noite é normal encontrar um baile à beira-rio com o charme e a gente bonita que se pode encontrar num salão de um palácio em Viena de Áustria. Nem precisamos de saber falar inglês. Ali fala-se com os olhos e o sorriso e, às vezes, com as mãos se elas não estiverem muito transpiradas.
Nota: Imaginem o Paulo Bento a gerir uma empresa convocando todos os profissionais doentes só porque tem medo de meter o ofício no corpo dos novos aprendizes! E já agora imaginem o António José Seguro a abraçar o António Costa quando ele ganhar o PS. Por fim: imaginem que o Sócrates, no tempo do outro Governo, tinha vendido o Rio Tejo aos alemães. Alguém acredita que ele não seria na mesma comentador residente da RTP, onde debita todas as semanas textos de teatro que anda a escrever para o seu novo livro.
Adoro panquecas mas já não tenho espaço para explicar as razões da minha boca gulosa. JAE
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Somos todos culpados
O actual presidente do conselho de administração do Hospital de Santarém , José Josué, foi chamado à pedra pelos políticos da região e safou-se com palavras mansas. Para ele a culpa é do Governo que não lhe dá médicos e dinheiro. Faltou contar como contesta a falta de condições e de que forma se organiza com os responsáveis locais e regionais para cumprir a sua função em defesa dos cidadãos cuja qualidade de vida depende dos bons serviços do Hospital. Todos sabemos que estes lugares de Direcção não são fáceis. A maior prova é o que se passa no Centro Hospitalar do Médio Tejo, onde nos últimos tempos tem sido difícil dispor de um corpo clinico estável. Mas quem aceita estes lugares deve ser mais competente e menos político. O Hospital de Santarém tem os melhores equipamentos que existem no país para o tratamento do HIV e para as doenças de foro oncológico, entre muitas outras. Apesar da crise, tem um grupo de médicos que faz a diferença em algumas especialidades. Falta saber se com esta administração não vamos perder o muito que ainda temos. Devemos ser exigentes e vigilantes. E pedir aos políticos que nos representam que não se deixem enganar com as desculpas de que o Governo de Passos Coelho tem que saber que as urgências dos hospitais não funcionam e as seringas acabaram. JAE
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Editorial - Santarém merecia melhor CNEMA
Sábado, 7 de Junho, começa a 61ª Feira do Ribatejo. Como vem sendo hábito soubemos melhor da data do acontecimento quando a organização do evento encheu a cidade de Santarém com cartazes de plástico, a exemplo do que fazem as organizações que abusam dos critérios largos da autarquia para publicitarem de forma selvagem.
Faz agora um ano, desafiamos os responsáveis do CNEMA e da câmara municipal a organizarem um debate público sobre o presente e o futuro da Feira. Aquele espaço está por conta de uma organização que não defende os interesses da cidade e do concelho e tudo o que ela herdou tinha dono e fazia parte do património de Santarém.
Os últimos presidentes do município foram um desastre na defesa e governação dos interesses da autarquia em favor da CAP (Confederação dos Agricultores Portugueses), a organização que mobiliza os dirigentes que tomam conta do CNEMA. As batalhas que têm sido travadas entre as várias administrações e a autarquia davam um filme. Depois de todas as batalhas há uma guerra para vencer. Se o actual presidente, Ricardo Gonçalves, for fraco e inseguro, a CAP pode ficar ainda mais dona do CNEMA e a seguir tomar conta da Igreja da Graça e do Jardim das Portas do Sol que nada a impedirá.
Que a 61ª edição da Feira do Ribatejo seja um sucesso. Vamos todos à Feira. Não há CAP nem João Machado que possam impedir a festa ou calar a voz dos indignados com a pouca vergonha das deliberações milionárias que incluem trocas de terrenos e outras contrapartidas que um dia conheceremos.
Faz agora um ano, desafiamos os responsáveis do CNEMA e da câmara municipal a organizarem um debate público sobre o presente e o futuro da Feira. Aquele espaço está por conta de uma organização que não defende os interesses da cidade e do concelho e tudo o que ela herdou tinha dono e fazia parte do património de Santarém.
Os últimos presidentes do município foram um desastre na defesa e governação dos interesses da autarquia em favor da CAP (Confederação dos Agricultores Portugueses), a organização que mobiliza os dirigentes que tomam conta do CNEMA. As batalhas que têm sido travadas entre as várias administrações e a autarquia davam um filme. Depois de todas as batalhas há uma guerra para vencer. Se o actual presidente, Ricardo Gonçalves, for fraco e inseguro, a CAP pode ficar ainda mais dona do CNEMA e a seguir tomar conta da Igreja da Graça e do Jardim das Portas do Sol que nada a impedirá.
Que a 61ª edição da Feira do Ribatejo seja um sucesso. Vamos todos à Feira. Não há CAP nem João Machado que possam impedir a festa ou calar a voz dos indignados com a pouca vergonha das deliberações milionárias que incluem trocas de terrenos e outras contrapartidas que um dia conheceremos.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
A melhor forma de roubar os bancos
Uma pesquisa recente no arquivo digital de O MIRANTE levou-me a reler a história triste de Nelson Pita, de Foros de Salvaterra de Magos, que depois de uma tentativa frustrada para roubar dinheiro da agência do banco Millennium, em Samora Correia, foi condenado, meses depois do assalto à mão armada, a mais de sete anos de cadeia. Não soube mais nada da vida de Nelson Pita, nem sei se o assaltante, ou a sua pobre família, conseguiram resolver, sem armas, os problemas financeiros que o levaram à loucura. O que sei, e dou conta disso porque acho espectacular que certas coisas ainda aconteçam sem que a justiça funcione, é que é muito mais fácil roubar um banco pedindo dinheiro emprestado que imitando o cidadão de Foros de Salvaterra.
Há largos anos que a imprensa portuguesa noticia os inúmeros esquemas com que a classe mais rica do país se financiava, e provavelmente ainda se financia, para comprar acções na Bolsa, participar no aumento de capital de empresas ou investir em várias frentes dos negócios à portuguesa. Há administradores bancários que assinaram de cruz alguns desses empréstimos chorudos e a taxas de juro irrisórias dando como aval apenas, e só, o próprio investimento, como se emprestador e beneficiário fossem da mesma família e comessem todos os dias à mesma mesa.
A notícia de O MIRANTE sobre o assalto frustrado de Nelson Pita acaba a informar que este teria apanhado mais anos de cadeia se não tivesse negociado com o banco o pagamento de 1265 euros para compensar os estragos no tecto do edifício da agência bancária. Falta saber se a justiça portuguesa anda a negociar com os ditos administradores bancários o quanto eles têm que pagar de indemnizações antes de os meterem na cadeia como fizeram com Nelson Pita. JAE
Há largos anos que a imprensa portuguesa noticia os inúmeros esquemas com que a classe mais rica do país se financiava, e provavelmente ainda se financia, para comprar acções na Bolsa, participar no aumento de capital de empresas ou investir em várias frentes dos negócios à portuguesa. Há administradores bancários que assinaram de cruz alguns desses empréstimos chorudos e a taxas de juro irrisórias dando como aval apenas, e só, o próprio investimento, como se emprestador e beneficiário fossem da mesma família e comessem todos os dias à mesma mesa.
A notícia de O MIRANTE sobre o assalto frustrado de Nelson Pita acaba a informar que este teria apanhado mais anos de cadeia se não tivesse negociado com o banco o pagamento de 1265 euros para compensar os estragos no tecto do edifício da agência bancária. Falta saber se a justiça portuguesa anda a negociar com os ditos administradores bancários o quanto eles têm que pagar de indemnizações antes de os meterem na cadeia como fizeram com Nelson Pita. JAE
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