Francisco Moita Flores já não é vereador da Câmara de Oeiras e desde a tomada de posse só compareceu a uma reunião do executivo. O ex-autarca pediu por quatro vezes a suspensão do mandato. Dos quatro pedidos de suspensão três deles tiveram como justificação a sua actividade literária. Moita terá sido pressionado pelo PSD para deixar o lugar vago e dar espaço a quem quer fazer trabalho de oposição no executivo liderado por Paulo Vistas. Ou seja: Moita perdeu as eleições em Oeiras e teve que ser o PSD a dar-lhe um empurrão para deixar caminho livre a quem quer trabalhar. Moita Flores enche a boca dizendo que é um homem de bons costumes e que está na política para servir. Este é o seu melhor exemplo.
A justificação de Moita Flores para pedir a suspensão do mandato é tontinha e merece ser publicitada. Aliás, merece que lhe acrescentemos a seguinte nota. Enquanto foi presidente da Câmara de Santarém Moita Flores ausentava-se com muita frequência e a desculpa era sempre a saúde precária de um familiar. De tal forma exagerou na desculpa que à sua volta todos gozavam com o curso de “primeiros socorros” que ele deveria andar a treinar na família. Esta desculpa durou anos e justifica tudo aquilo que Moita Flores deixou por fazer e geriu da mesma forma, ou pior, que Rui Barreiro. Faltava-lhe tempo para governar a câmara e tomar conta dos seus assuntos.
Enquanto esteve em Santarém Moita Flores foi especialista em desculpas e esquemas como os que usou em Oeiras. Um dia saiu à rua de bicicleta em Santarém e fez-se fotografar dizendo que a cidade era ideal para andar de triciclo. Só deverá ter usado a bicicleta nesse dia. Outra atitude curiosa foi o aluguer de casa na cidade. A casa existia mas Moita Flores ia dormir todos os dias a Lisboa e regressava pela manhã nos dias em que os outros afazeres não o prendiam na capital. Ao contrário do que fez crer o ex-presidente da Câmara de Santarém e a sua famelga nunca se fixaram em Santarém.
São muitas as qualidades de Francisco Moita Flores.Tantas como os seus predicados como político da raça daqueles que andam nestas andanças para cuidarem da vidinha. Mais um bocadinho de vergonha e será um verdadeiro Franciscano. JAE
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Uma vida divertida
Há duas semanas fui almoçar ao Sardoal e os dois casais que estavam no restaurante eram velhos conhecidos e fizemos uma festa. Dois dias depois fui almoçar a Alverca e encontrei dois amigos de Santarém que encheram a casa com um dá cá um abraço. No final da passada semana fui almoçar a Torres Novas e ao dar uma volta pela cidade parei em dois lugres míticos e falei com pessoas que já não via há quase 30 anos. Matamos saudades e prometemos que as próximas ausências serão menos espaçadas como se todos nós ainda tivéssemos mais 30 anos pela frente. Ontem fui almoçar ao Entroncamento e só ouvi falar mal do presidente da câmara como se eu, ou o jornal onde trabalho, fossemos a solução para “adoçar” ou “civilizar” um tipo que gosta tanto de jornalistas como os cães gostam de azedas.
Gosto de almoçar fora do jornal e visitar amigos e conhecidos. A recordação do almoço no Sardoal ainda dura; fui visitar a Quinta de Valle da Louza, uma propriedade construída no século XVIII cheia de História e de boas memórias. Graças à aventura da descoberta desta Quinta e do encanto que ela esconde entre árvores e casas centenárias voltei a sentir o prazer de visitar alfarrabistas e enchi o caderno de poesia do quotidiano que vai enchendo a minha vida cada vez mais divertida e surpreendente.
Não sei a quem interessa este tipo de crónica mas confesso que ando maricas com as palavras. Vou escrever a dizer mal do Diabo quando sei que é isso que ele mais gosta? Desta vez faço o gosto ao dedo. Falo dos meus almoços pela região onde trabalho e que regra geral acabam sempre com sabor a mousse de chocolate ou fruta da época.
Do relatório da Mariana (de segunda-feira): email do sr. António que nos ligou de França onde reside há 46 anos. Diz que tem uma doença incurável; que não pode vir a Portugal e que tem o pai, com 92 anos, numa situação deplorável. Fez um apelo para que tornássemos público o seu caso. António, um leitor do Entroncamento, ligou a dizer que fez um mês que faleceu o médico Artur Barbosa e que gostava de saber se tínhamos alguma informação sobre se havia missa por sua alma. Hoje foi o dia dos assinantes novos: recebemos cinco pedidos de novas assinaturas de Ourém, Rio Maior e Póvoa de Santa Iria. JAE
Gosto de almoçar fora do jornal e visitar amigos e conhecidos. A recordação do almoço no Sardoal ainda dura; fui visitar a Quinta de Valle da Louza, uma propriedade construída no século XVIII cheia de História e de boas memórias. Graças à aventura da descoberta desta Quinta e do encanto que ela esconde entre árvores e casas centenárias voltei a sentir o prazer de visitar alfarrabistas e enchi o caderno de poesia do quotidiano que vai enchendo a minha vida cada vez mais divertida e surpreendente.
Não sei a quem interessa este tipo de crónica mas confesso que ando maricas com as palavras. Vou escrever a dizer mal do Diabo quando sei que é isso que ele mais gosta? Desta vez faço o gosto ao dedo. Falo dos meus almoços pela região onde trabalho e que regra geral acabam sempre com sabor a mousse de chocolate ou fruta da época.
Do relatório da Mariana (de segunda-feira): email do sr. António que nos ligou de França onde reside há 46 anos. Diz que tem uma doença incurável; que não pode vir a Portugal e que tem o pai, com 92 anos, numa situação deplorável. Fez um apelo para que tornássemos público o seu caso. António, um leitor do Entroncamento, ligou a dizer que fez um mês que faleceu o médico Artur Barbosa e que gostava de saber se tínhamos alguma informação sobre se havia missa por sua alma. Hoje foi o dia dos assinantes novos: recebemos cinco pedidos de novas assinaturas de Ourém, Rio Maior e Póvoa de Santa Iria. JAE
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
O Banco da minha terra
A grande maioria dos portugueses anda assustado com os escândalos financeiros que minam a nossa democracia. O caso do BES é a prova que estamos nas mãos do Diabo, ou seja, nas mãos de gente sem escrúpulos que não obedece a regras nem tem medo de reguladores.
Cem, mil ou um milhão de euros que tenhamos depositado num Banco são para muitos de nós o que nos dá segurança na vida; deitamo-nos e levantamo-nos com a cabeça no dinheiro que temos guardado a pensar na ajuda a um familiar, na possibilidade de uma doença ou até na ajuda do orçamento do mês para a farmácia. De repente há um bandido, desses que são banqueiros, que borregam e o nosso coração pára só de percebermos que já não podemos acreditar em ninguém. Depois do caso BES o país nunca mais será o mesmo. Veremos o que nos reserva o futuro.
Dantes o meu banco era a Caixa Agrícola da minha terra. Ter o dinheiro na Caixa era como ter o dinheiro no cofre da minha casa. Há muitos anos que isso deixou de ser assim. A Caixa é uma cooperativa mas é gerida por um senhor, ou uns senhores, que se julgam DDT (Donos Disto Tudo). Desde há muitos anos que muita gente como eu desconfia daquela gestão e procura outras organizações mais seguras. A verdade é que já não há organizações seguras ou de confiança. Por isso tenho pena que a Caixa Agrícola da minha terra não seja ainda o meu banco e o da minha gente. Tenho pena que tenha deixado de ser o balcão mais concorrido da minha terra e o lugar onde sabíamos que podíamos contar com o serviço de proximidade que é aquilo que temos cada vez menos ao balcão das instituições financeiras lideradas pelo Espíritos Santos e companhia.
José Sócrates disse em Paris, meses depois de ter perdido as eleições, que as dívidas dos países não são para pagar; são para ir pagando. Ricardo Salgado, o banqueiro DDT (Dono Disto Tudo) citou o Papa Francisco dias depois de ter sido descoberto como um dos maiores trafulhas da história portuguesa mais recente. Sócrates está na RTP a comentar a vida pública portuguesa como se fosse o maior estadista português do último século. Não tarda Ricardo Salgado estará num qualquer altar de uma igreja portuguesa dessas que tudo perdoam aos ricos e abastados ou seja aos de sangue azul que ainda mandam nos gabinetes dos Ministros sejam eles quem forem. JAE
Cem, mil ou um milhão de euros que tenhamos depositado num Banco são para muitos de nós o que nos dá segurança na vida; deitamo-nos e levantamo-nos com a cabeça no dinheiro que temos guardado a pensar na ajuda a um familiar, na possibilidade de uma doença ou até na ajuda do orçamento do mês para a farmácia. De repente há um bandido, desses que são banqueiros, que borregam e o nosso coração pára só de percebermos que já não podemos acreditar em ninguém. Depois do caso BES o país nunca mais será o mesmo. Veremos o que nos reserva o futuro.
Dantes o meu banco era a Caixa Agrícola da minha terra. Ter o dinheiro na Caixa era como ter o dinheiro no cofre da minha casa. Há muitos anos que isso deixou de ser assim. A Caixa é uma cooperativa mas é gerida por um senhor, ou uns senhores, que se julgam DDT (Donos Disto Tudo). Desde há muitos anos que muita gente como eu desconfia daquela gestão e procura outras organizações mais seguras. A verdade é que já não há organizações seguras ou de confiança. Por isso tenho pena que a Caixa Agrícola da minha terra não seja ainda o meu banco e o da minha gente. Tenho pena que tenha deixado de ser o balcão mais concorrido da minha terra e o lugar onde sabíamos que podíamos contar com o serviço de proximidade que é aquilo que temos cada vez menos ao balcão das instituições financeiras lideradas pelo Espíritos Santos e companhia.
José Sócrates disse em Paris, meses depois de ter perdido as eleições, que as dívidas dos países não são para pagar; são para ir pagando. Ricardo Salgado, o banqueiro DDT (Dono Disto Tudo) citou o Papa Francisco dias depois de ter sido descoberto como um dos maiores trafulhas da história portuguesa mais recente. Sócrates está na RTP a comentar a vida pública portuguesa como se fosse o maior estadista português do último século. Não tarda Ricardo Salgado estará num qualquer altar de uma igreja portuguesa dessas que tudo perdoam aos ricos e abastados ou seja aos de sangue azul que ainda mandam nos gabinetes dos Ministros sejam eles quem forem. JAE
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Os “bacocos” do PSD
O PSD de Santarém distribui um comunicado à imprensa a informar que vai pedir uma audiência ao Ministério Público pelas razões que têm feito notícia e a que
O MIRANTE tem dado visibilidade, como é o caso desta semana; o PSD de Santarém diz ainda no referido texto que não faz “declarações bacocas” sobre processos em segredo de justiça. Gostava de saber quem é que, na opinião do PSD de Santarém, anda a fazer declarações bacocas sobre o pedido de dissolução do executivo da Câmara de Santarém; e aguardo com muita expectativa os resultados da reunião entre o Ministério Público e os camaradas Nuno Serra e companhia. Veremos se os bacocos dão flor. É normal, em tempo de Verão, apanhar passarinhos pelos caminhos mas, pelo vistos, começa a ser tempo de apanhar também passarões.
Comprei o jornal Público diariamente nos últimos 22 anos. Mesmo em férias alguém o comprava por mim. Lia-o quase sempre de fio a pavio. Assisti e fui testemunha do seu nascimento e de todos os problemas que o jornal teve no mercado. Chegámos a comprar páginas de publicidade no Público para publicitarmos O MIRANTE. Esta semana deixei de comprar e mudei para o “Diário de Notícias” que só comprava de vez em quando. É uma homenagem ao jornal onde cheguei a escrever e onde vivi algumas situações hilariantes que me ajudaram a conhecer melhor o mundo em que vivo. Quanto ao Público comecei a lê-lo no computador o que não é a mesma coisa… mas quase.
Tenho cada vez mais a certeza que o jornalismo é uma profissão em extinção. As redacções das televisões têm jornalistas para dissecarem as notícias dos jornais e os jornais têm cada vez menos jornalistas porque as vendas são fracas e o mercado da publicidade já não é o que era. Não é por isso que o mundo vai acabar. Mas com menos jornalistas a democracia fica mais fraquinha. E os bacocos que querem dar flor ficam com mais caminho livre para nos fazerem passar por parvos; eles, os avestruzes, que na sua grande maioria vivem de expedientes e só fazem política nos intervalos dos negócios. JAE
O MIRANTE tem dado visibilidade, como é o caso desta semana; o PSD de Santarém diz ainda no referido texto que não faz “declarações bacocas” sobre processos em segredo de justiça. Gostava de saber quem é que, na opinião do PSD de Santarém, anda a fazer declarações bacocas sobre o pedido de dissolução do executivo da Câmara de Santarém; e aguardo com muita expectativa os resultados da reunião entre o Ministério Público e os camaradas Nuno Serra e companhia. Veremos se os bacocos dão flor. É normal, em tempo de Verão, apanhar passarinhos pelos caminhos mas, pelo vistos, começa a ser tempo de apanhar também passarões.
Comprei o jornal Público diariamente nos últimos 22 anos. Mesmo em férias alguém o comprava por mim. Lia-o quase sempre de fio a pavio. Assisti e fui testemunha do seu nascimento e de todos os problemas que o jornal teve no mercado. Chegámos a comprar páginas de publicidade no Público para publicitarmos O MIRANTE. Esta semana deixei de comprar e mudei para o “Diário de Notícias” que só comprava de vez em quando. É uma homenagem ao jornal onde cheguei a escrever e onde vivi algumas situações hilariantes que me ajudaram a conhecer melhor o mundo em que vivo. Quanto ao Público comecei a lê-lo no computador o que não é a mesma coisa… mas quase.
Tenho cada vez mais a certeza que o jornalismo é uma profissão em extinção. As redacções das televisões têm jornalistas para dissecarem as notícias dos jornais e os jornais têm cada vez menos jornalistas porque as vendas são fracas e o mercado da publicidade já não é o que era. Não é por isso que o mundo vai acabar. Mas com menos jornalistas a democracia fica mais fraquinha. E os bacocos que querem dar flor ficam com mais caminho livre para nos fazerem passar por parvos; eles, os avestruzes, que na sua grande maioria vivem de expedientes e só fazem política nos intervalos dos negócios. JAE
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Boa viagem Artur Barbosa
Morreu o Artur Barbosa. Para quem não sabe era o cabo-verdiano mais europeu e ribatejano que já conheci em toda a minha vida. Estou sem palavras porque era amigo do Artur Barbosa. Era médico de profissão e eu tinha a sorte de ser doente dele. Doente, quer dizer: embora eu fosse tratado sempre com mil cuidados e atenções às vezes era eu que, antes de sair do seu consultório, o aconselhava a descansar mais e a cuidar da sua saúde. O Artur Barbosa escapava-se algumas vezes do seu trabalho para viajar pelo mundo mas quando estava ao serviço trabalhava a todas as horas. E por isso tinha uma multidão de gente ao seu cuidado que ele tratava e atendia como se fossem da sua família.
Há-de haver certamente pessoas que não gostavam do Artur Barbosa. Mas eu posso garantir que ele era um ser humano excepcional; um homem que muitas vezes juntava a hora do almoço com a do jantar em nome da sua profissão e dos seus doentes que tratava com carinho e como melhor podia quando tinha que se repartir entre tanta solicitação.
Assim como não há livros que nos entretenham o espírito na hora de uma dor de dentes também não há palavras para falarmos do profundo desgosto de perdermos um bom amigo. Na hora de ouvir o Padre Borga a encomendar a Deus a alma do Artur Barbosa, ofícios que acompanho com o mesmo interesse com que leio romances, achei as suas palavras pobres para aquilo que o Homem e o médico representava para tanta gente. Mas quem sou eu para avaliar as palavras sábias de um padre que lê a Bíblia todos os dias quando eu próprio, que conhecia bem o médico e o Homem, não tenho imaginação nem vocabulário para falar do Artur Barbosa, o meu amigo que morreu na cama de um hospital alguns dias depois de um acidente, leia-se AVC, de que se safam muitos mortais provavelmente muito menos comprometidos com a eternidade.
O médico e escritor António Lobo Antunes disse numa entrevista que havia muita gente a tentar compreender nos seus romances aquilo que ele próprio, que os escreveu, ainda não compreende muito bem. E logo de seguida cita versos de Garcia Lorca para se mostrar espantado com os valores das palavras essenciais. “Pelo teu amor me dói o ar, o coração e o chapéu”. Foi nessa entrevista que Lobo Antunes disse que a poesia é como a resposta que Júlio César deu quando lhe perguntaram qual era a melhor morte: “A que é inesperada”.
Boa viagem Artur Barbosa.
JAE
Há-de haver certamente pessoas que não gostavam do Artur Barbosa. Mas eu posso garantir que ele era um ser humano excepcional; um homem que muitas vezes juntava a hora do almoço com a do jantar em nome da sua profissão e dos seus doentes que tratava com carinho e como melhor podia quando tinha que se repartir entre tanta solicitação.
Assim como não há livros que nos entretenham o espírito na hora de uma dor de dentes também não há palavras para falarmos do profundo desgosto de perdermos um bom amigo. Na hora de ouvir o Padre Borga a encomendar a Deus a alma do Artur Barbosa, ofícios que acompanho com o mesmo interesse com que leio romances, achei as suas palavras pobres para aquilo que o Homem e o médico representava para tanta gente. Mas quem sou eu para avaliar as palavras sábias de um padre que lê a Bíblia todos os dias quando eu próprio, que conhecia bem o médico e o Homem, não tenho imaginação nem vocabulário para falar do Artur Barbosa, o meu amigo que morreu na cama de um hospital alguns dias depois de um acidente, leia-se AVC, de que se safam muitos mortais provavelmente muito menos comprometidos com a eternidade.
O médico e escritor António Lobo Antunes disse numa entrevista que havia muita gente a tentar compreender nos seus romances aquilo que ele próprio, que os escreveu, ainda não compreende muito bem. E logo de seguida cita versos de Garcia Lorca para se mostrar espantado com os valores das palavras essenciais. “Pelo teu amor me dói o ar, o coração e o chapéu”. Foi nessa entrevista que Lobo Antunes disse que a poesia é como a resposta que Júlio César deu quando lhe perguntaram qual era a melhor morte: “A que é inesperada”.
Boa viagem Artur Barbosa.
JAE
quinta-feira, 31 de julho de 2014
O 25 de Abril de alguns
A Câmara Municipal da Chamusca organizou, por alturas das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, alguns espectáculos que não foram do agrado de toda a gente. Até aqui nada de novo. A novidade surgiu em forma de desabafo na caixa de comentários do sítio da Biblioteca Municipal da Chamusca quando um cidadão resolveu criticar a autarquia por ter contratado alguém que é um caloteiro e que, como figura pública, não representa nada daquilo que são os valores conquistados com o 25 de Abril de 1974. O comentário era forte, provavelmente contava uma verdade dura de roer e, talvez por isso, só esteve online no sítio da biblioteca durante uns dias até que alguém sentiu autoridade suficiente para o apagar.
Trago o assunto a este espaço de comentário mas bem podia tê-lo desviado para uma sessão de humor deste jornal. Talvez até sobrasse mais espaço para gozar com a situação e com a caricatura que são certas pessoas.
Há tipos que passaram, e ainda passam, uma vida inteira a chular o Estado e a viverem à custa do erário público como se tivessem nascido abençoados, ou Deus, com o seu infinito Poder, lhes tivesse dado a permissão de cagarem em cima dos princípios sagrados que norteiam a vida dos cidadãos com as contas em dia.
Do relatório da Mariana de segunda-feira; Estavam no atendedor cinco chamadas do fim-de-semana; todas de pessoas que querem denunciar situações (relatório à parte que seguiu para a redacção). Ligou-nos o nosso assinante, e membro do Clube de Leitor, Augusto, para nos dizer que a partir de hoje não quer receber mais o nosso jornal por causa das palavras obscenas que escrevemos. Hoje tivemos outro cancelamento de assinatura por dificuldades financeiras que foram explicadas de viva voz. Ligaram da agência (:) do Porto a perguntar se era verdade estarmos com falta de papel e se podíamos garantir que a publicidade do cliente deles ia sair esta semana, situação que resolvi por email com conhecimento para a Joana. JAE
Trago o assunto a este espaço de comentário mas bem podia tê-lo desviado para uma sessão de humor deste jornal. Talvez até sobrasse mais espaço para gozar com a situação e com a caricatura que são certas pessoas.
Há tipos que passaram, e ainda passam, uma vida inteira a chular o Estado e a viverem à custa do erário público como se tivessem nascido abençoados, ou Deus, com o seu infinito Poder, lhes tivesse dado a permissão de cagarem em cima dos princípios sagrados que norteiam a vida dos cidadãos com as contas em dia.
Do relatório da Mariana de segunda-feira; Estavam no atendedor cinco chamadas do fim-de-semana; todas de pessoas que querem denunciar situações (relatório à parte que seguiu para a redacção). Ligou-nos o nosso assinante, e membro do Clube de Leitor, Augusto, para nos dizer que a partir de hoje não quer receber mais o nosso jornal por causa das palavras obscenas que escrevemos. Hoje tivemos outro cancelamento de assinatura por dificuldades financeiras que foram explicadas de viva voz. Ligaram da agência (:) do Porto a perguntar se era verdade estarmos com falta de papel e se podíamos garantir que a publicidade do cliente deles ia sair esta semana, situação que resolvi por email com conhecimento para a Joana. JAE
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Os idiotas e as PME
O BPI promove todos os anos junto do IAPMEI (e nós agradecemos) a candidatura da empresa editora de O MIRANTE a PME do ano. Embora ganhemos sempre o título ainda não ganhamos o campeonato. A empresa não tem saldos negativos mas o banco, à cautela, exige todos os anos a entrega do balancete não vá o diabo tecê-las, embora todos os movimentos estejam garantidos por uma penhora de bens imóveis. Grande admiração, desilusão ou surpresa? Nem por isso: Só para quem não anda nesta vida há séculos!
O actual director da SIC Notícias, António José Teixeira, disse há cerca de uma dezena de anos que ninguém melhor que um jornalista para gerir um projecto de comunicação social. Nunca esqueci a conversa informal mas muito proveitosa num hall de hotel enquanto esperávamos por uma boleia para um congresso de jornalistas num tempo em que ainda havia congressos de jornalistas. AJT tem razão; na maioria dos casos é assim. Infelizmente para a imprensa há muitos excepções à regra. O que não falta por aí são tipos a quererem vender bem, e a bom preço, o jornal aos leitores depois de o terem vendido bem, e a bom preço, aos anunciantes. No final não conseguem uma coisa nem outra.
Duas crónicas seguidas a escrever sobre a profissão e a empresa; mas não é por medo de escrever sobre os idiotas da política embora os juízes entendam que chamar idiotas aos políticos é crime; é por falta de consideração por políticos e juízes (com as honrosas excepções).
Do relatório da Mariana da última segunda-feira: A primeira chamada do dia foi do senhor Helder, de Torres Novas. Diz que tinha uma empresa que teve de encerrar devido a fraudes (:) O nosso assinante Manuel, do Forte da Casa, desta vez não foi para reclamar não ter recebido o n/ jornal porque tinha acabado de o receber, mas porque tinha passado por trás das escolas e queria denunciar um caso
(:) O nosso assinante de VFX, Manuel, “no gozo” a perguntar se as tropas do D. Afonso Henriques vieram cá em Julho de 1939 travar a batalha contra os Mouros (:) Augusto, assinante de Perofilho, para nos expressar o seu desagrado em relação a esta notícia” “Matador de Vila Franca contratado para seis corridas em Espanha”. Diz-nos que o António João Ferreira não é nem nunca foi de Vila Franca. Tem 75 anos e viu-o nascer em Perofilho. Ligou Vitor, nosso leitor “Expresso”, a denunciar o caso de uma oficina na sua aldeia onde trabalham de noite (:) JAE
O actual director da SIC Notícias, António José Teixeira, disse há cerca de uma dezena de anos que ninguém melhor que um jornalista para gerir um projecto de comunicação social. Nunca esqueci a conversa informal mas muito proveitosa num hall de hotel enquanto esperávamos por uma boleia para um congresso de jornalistas num tempo em que ainda havia congressos de jornalistas. AJT tem razão; na maioria dos casos é assim. Infelizmente para a imprensa há muitos excepções à regra. O que não falta por aí são tipos a quererem vender bem, e a bom preço, o jornal aos leitores depois de o terem vendido bem, e a bom preço, aos anunciantes. No final não conseguem uma coisa nem outra.
Duas crónicas seguidas a escrever sobre a profissão e a empresa; mas não é por medo de escrever sobre os idiotas da política embora os juízes entendam que chamar idiotas aos políticos é crime; é por falta de consideração por políticos e juízes (com as honrosas excepções).
Do relatório da Mariana da última segunda-feira: A primeira chamada do dia foi do senhor Helder, de Torres Novas. Diz que tinha uma empresa que teve de encerrar devido a fraudes (:) O nosso assinante Manuel, do Forte da Casa, desta vez não foi para reclamar não ter recebido o n/ jornal porque tinha acabado de o receber, mas porque tinha passado por trás das escolas e queria denunciar um caso
(:) O nosso assinante de VFX, Manuel, “no gozo” a perguntar se as tropas do D. Afonso Henriques vieram cá em Julho de 1939 travar a batalha contra os Mouros (:) Augusto, assinante de Perofilho, para nos expressar o seu desagrado em relação a esta notícia” “Matador de Vila Franca contratado para seis corridas em Espanha”. Diz-nos que o António João Ferreira não é nem nunca foi de Vila Franca. Tem 75 anos e viu-o nascer em Perofilho. Ligou Vitor, nosso leitor “Expresso”, a denunciar o caso de uma oficina na sua aldeia onde trabalham de noite (:) JAE
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